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:: ‘Mãe Ilza’

TERREIRO DE MATAMBA TOMBENCI NETO RECEBE RODA DE CONVERSA SOBRE ARTE E ATIVISMO DE MULHERES NEGRAS NESTA SEXTA

Mãe Ilza. Foto: Flávio Rebouças.

Arte e ativismo de mulheres negras será o tema do primeiro Encontro da Oralidade do projeto Mãe Ilza Mukalê (MIM), promovido pela Organização Gongombira de Cultura e Cidadania, com promoção do Estado da Bahia. Em sua terceira edição, o evento será realizado no dia 3 de agosto, às 19 hs, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, em Ilhéus. A entrada é gratuita.

A primeira convidada de Mãe Ilza Mukalê é Marcela Bonfim, fotógrafa, economista e especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública que, atualmente, se dedica ao projeto (Re)conhecendo a Amazônia Negra: Povos, Costumes e Influências Negras na Floresta, em que registra o legado da população negra amazônica.

O projeto teve início após encontrar dificuldade na busca pelo primeiro emprego, quando passou a sentir o peso do racismo, assim que concluiu a graduação em economia. Já em Rondônia, decidiu comprar uma câmera e fotografar pessoas negras em diversos locais, como comunidades quilombolas, terreiros de candomblé, festejos religiosos e penitenciárias. :: LEIA MAIS »

CARTILHA E DOCUMENTÁRIO SOBRE MÃE ILZA

ILZANo mês da Consciência Negra, que é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira, um projeto ousado lança, em Ilhéus, uma cartilha impressa acompanhada do documentário em DVD “Mãe Ilza Mukalê – Histórias e Saberes”, no próximo dia 27, às 19h, no Terreiro de Matamba Tombenci Neto, situado nos Carilos, no alto da Conquista em Ilhéus.
O projeto foi pensado para contribuir, com conteúdo, para a aplicação das Leis 10.639/03 e 11.645/08, que visam incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Parte dos exemplares será doada para escolas públicas e bibliotecas da região, possibilitando o acesso às informações compartilhadas por Mãe Ilza, referência do Candomblé Angola-Congo na região.
O projeto é fundamentado na tradição da oralidade como matriz principal. “Participei de oito rodas de conversa abertas ao público em novembro e dezembro do ano passado. Assim, pude falar sobre coisas que não estão registradas em outros lugares, como histórias da minha família, aspectos do Candomblé Angola-Congo”, explica Mãe Ilza. A matriarca comemora o lançamento da cartilha e do documentário e diz: “espero contribuir para que alunos, professores de escolas públicas e privadas saibam mais sobre esses assuntos”.
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