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:: ‘artigo’

JABES E PRISCO: DOIS OPORTUNISTAS DA DIREITA ESTÚPIDA

Por Gabriel Nascimento, professor | gabrielnasciment.eagle@hotmail.com

gabriel artigoDe um lado o PSDB, que aprendeu a fazer greve com a massa cheirosa, que é historicamente desvalorizada por essa mesma direita salvadora, e de outro Jabes Ribeiro. Em Ilhéus, não tão longe da PM baiana e de Prisco, Jabes é da base do governo estadual, tanto é que se fala à boca pequena que quem manda nas indicações de seu partido é ele. 

A PM da Bahia está nas mãos de um filhote do que há de mais autoritário nesse país: Marco Prisco. Vamos procurar ele na campanha para prefeito de 2012, lá em Salvador, balançando a bandeira de Acm Neto Prefeito. Antes, bem antes, protagonizou a greve da polícia durante o carnaval de 2012, querendo causar instabilidade, promovendo uma verdadeira arruaça sistematizada de militantes abutres do que sobrou de velho da ditadura militar. Não, senhores, nunca vi Prisco militando pela desmilitarização da polícia. A desmilitarização possibilitaria, entre outras coisas, o direito de greve aos policiais por poder enxergá-los como trabalhadores em segurança pública dignos de fazer greve. Prisco gosta mesmo é de motim e quartelada, coisa que ele herdou do pouco que aprendeu na polícia. O resto da malandragem ele aprendeu no mercado negro da política, pela qual se elegeu vereador de Salvador e pela qual, a partir dessa greve, pretende se eleger deputado. Um negócio e tanto, já dizem por aí os correligionários do PSDB.
De um lado o PSDB, que aprendeu a fazer greve com a massa cheirosa, que é historicamente desvalorizada por essa mesma direita salvadora, e de outro Jabes Ribeiro. Em Ilhéus, não tão longe da PM baiana e de Prisco, Jabes é da base do governo estadual, tanto é que se fala à boca pequena que quem manda nas indicações de seu partido é ele. Se Prisco quer vencer o Estado pelo desgaste levando a PM a uma greve eleitoreira para garantir sua cadeira na Assembleia Legislativa, a de Paulo Souto no governo do estado e a de Geddel, o camaleão, no Senado, o outro, nosso Jabes, quer vencer o funcionalismo público pelo cansaço e não quer levar ninguém a lugar nenhum.
Ao contrário de Prisco, que tem como engenho um negócio e tanto que aprendeu no mercado negro da política, o que Jabes quer ao buscar vencer os funcionários da prefeitura de Ilhéus pelo cansaço? Tendo demitido funcionários alegando o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, contratou recursos humanos como cargos de confiança, aumentou o salário dos altos cargos de sua gestão e continua, implacavelmente, buscando na justiça sua única opção para continuar governando para o próprio ego, além do mega apoio da câmara legislativa de Ilhéus, é claro. Jabes tem um ego e tanto, e governa só para esse ego. Sua promessa de campanha mais clara devia ter sido: “não mexam comigo porque eu vou até o final”. E está indo. Recorreu em instância estadual depois da justiça ter concedido aos funcionários sua reconvocação e posse. Onde Jabes quer parar em ano eleitoral? Por que ele não segue o exemplo de Prisco, que se motiva o grande representante dos policiais, mas, no fundo, quer só ser deputado estadual do PSDB/DEM? Como Jabes vai poder passar de porta em porta, dar o famoso abraço e tapinha nas costas com seus pretendentes a deputado, se leva à frente uma perseguição absurda a quem recebe pouco, em condições péssimas, como é o caso dos funcionários de Ilhéus? Onde estão os candidatos a deputado de Jabes que não percebem o clima de instabilidade de Ilhéus, mesmo antes da greve eleitoreira de Prisco? Onde estão os candidatos de Jabes que não percebem o abandono em que se encontra a cidade, cujas obras em andamento ou em planejamento se dão por conta do esforço do governo estadual?
Onde está o Jabes que gosta de governar para as alianças? Parece que ele esqueceu que, em ano eleitoral, é preciso calcular as doses e cumprir o veredito de um sistema político privateiro e absurdo. Ao contrário do governo municipal, Jaques Wagner está em plena negociação aberta com as associações de policiais militares, porque não quer desgaste com o povo. Mas Jabes quer e sempre quis. Como quer honrar as alianças estaduais se não consegue, ao menos, reconhecer que seu plano principal é consagrar o feudo para os seus, sem abrir concurso e sem respeitar de fato a Lei de Responsabilidade Fiscal que alega? Pelo jeito Jabes tem muito a aprender ainda no mercado negro da política ou o que sabe está desaprendendo. Viva Marco Prisco!  

A GUARDA MUNICIPAL E O MUNDO DE HOJE

Por Julio Cezar de Oliveira Gomes, advogado e professor

julioNão se quer aqui que as guardas passem a fazer repressão a homicídios, muito menos que assumam o papel de policiamento ostensivo destinado à Polícia Militar. Mas, segundo uma máxima consolidada entre os que trabalham nesta área, quem não tem segurança não pode dar segurança.

Há algum tempo se discute, no Brasil e em cada município, qual deve ser o papel destinado à guarda civil municipal, e este debate faz-se, de fato, necessário.
Tradicionalmente, os guardas municipais se destinam à proteção do patrimônio pertencente ao poder público municipal. Isto decerto influenciou aos deputados e senadores que elaboraram a Constituição de 1988 para que, no capítulo que trata sobre Segurança Pública, ficasse consignado que os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei (artigo 144, § 8º, CF/1988).
Entretanto, as condições relacionadas à segurança pública se modificaram radicalmente nos 25 anos que se passaram desde a promulgação do Texto Constitucional até os dias atuais. Basta andarmos nas ruas e conversarmos com as pessoas para percebermos o avanço da criminalidade. Para que não haja dúvidas, convém citar alguns números.

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CONFUSÃO IDEOLÓGICA: E VOCÊ, SAMBA DE QUE LADO?

LAPSO CAVALCANTE
confuso
Uma das piores mazelas que pode acometer o ser humano é a sua indefinição ideológica. Porém, há de se deixar claro, isso não quer dizer que as pessoas devam permanecer sempre com as mesmas ideias para todo o sempre. O mudar é natural, é um processo evolutivo. Mas, em compensação, ser um desbaratinado ideológico, dançando conforme o hit do momento, é algo que, pelo menos ao nosso entendimento, é digno de lamentações.
Tem gente que consegue a proeza de se contradizer em pouquíssimo tempo, agindo como uma espécie de camaleão faminto, que muda de cor a depender de onde esteja a sua fonte de comida. Isso, aos sentidos dos leigos, pode soar como algo natural. Mas não é. E, a depender de onde essa vulgaridade de princípios se manifeste, o protagonista em questão assume o papel de ridículo bobo da corte, servindo à interesses que, sob à otica da coletividade, são altamente nocivos e execráveis.
E segue o biruta das sensações contraditórias: Bate aqui, sopra acolá, baba o ovo daqui, esperneia mais a frente, que nem menino amarelo que não teve os caprichos atendidos pela mamãe.
E como diria o saudoso Speed: “A maldade dos outros não é nada. E sim, a imaturidade”.

EMERGIMOS COMO BICHOS-DE-PÉ NOS DEDOS DOS EUA E DA EUROPA

RUI DAHER/ CARTA CAPITAL
Dilma e Fidel, em Havana.

Dilma e Fidel, em Havana.

O caríssimo leitorado, por certo, tem-se esfalfado conjuminando sobre os motivos que levam jovens da periferia a se reunirem nos shoppings da cidade. Como se o fato fosse inédito e pudesse tirar as ciências sociais da letargia pós-embasbacamento com a queda do Muro de Berlim.
Somem-se a isso as multidões que irão impedir a realização da Copa do Mundo e certo neoambientalismo, que sugere brecar o crescimento mesmo em populações divididas entre miseráveis, remediados e ativistas da hipocrisia. Ricos, estes, sempre crescerão.
É justo, pois, impedir pobres de aquisições que durante séculos foram privilégio de poucos no planeta? Ou o rótulo emergente basta para a satisfação? Sim, emergimos. Como bichos-de-pé nos dedos de EUA e Europa.
Reconheço que a comunicação digital e as redes sociais trouxeram tempos árduos a quem deseja aprofundar o conhecimento. É muita informação. Poderia fazer desta coluna um refresco, anunciando estarmos próximos de ter cebolas longa vida, adensar o plantio de algodão e plantar canola como alternativa ao milho safrinha. Temas leves e da minha alçada.
Creio, no entanto, que assim não recolheria dedinhos de recomendação nem os louros de abundantes comentários. O brasileiro internáutico está mais para polêmicas do que para polímeros recobrindo sementes.
Vamos, então, de Cuba, motivo frequente de acirrados debates, ainda mais em semana presidencial e portuária na ilha do Caribe. Como dizia Caetano Veloso a Dona Canô: “Mamãe, eu quero ir a Cuba, quero ver a vida lá, e quero voltar”.
Na ditadura dos Castro todo mundo come. E não são criancinhas. Dezesseis países cumpriram a meta estipulada pela FAO, em 1996, de erradicar a fome. Cuba foi um deles. Apesar do embargo norte-americano e dos editoriais em nossas folhas e telas cotidianas.
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QUEM MEXEU NA MINHA PRAÇA DE ALIMENTAÇÃO?

MATHEUS PICHONELLI/ CARTA CAPITAL
rolezinho-no-shopping-1387195835176_300x300Especialistas trarão mil e uma teorias sobre o fenômeno surgido como novidade no início do ano (as chacinas na periferia da maior cidade do interior paulista ou nos presídios do Nordeste não são fenômenos novos: são déjà vu, ocorrem dia sim, dia não, e, exceto pelas imagens da barbárie, não chocam nem comovem o grosso da opinião púbica).
O rolezinho da periferia, por sua vez, não só choca como divide: o presídio e o beco estão longe, mas a praça de alimentação é quase um quintal vilipendiado.  Assim, o fenômeno chama a atenção menos pelo que significa e mais pelo que provoca: de um lado, aplausos de quem vê na mobilização um novo verniz para a luta de classes; de outro, os relinchos dos apavorados de plantão que agora se veem invadidos e a perigo (não bastasse o alargamento das portas nas rodoviárias e aeroportos).
Há, até aqui, muita confusão sobre o evento. Como alertou tempos atrás o meu amigo Leandro Beguoci, há uma periferia dentro do centro e um centro dentro da periferia; logo, o centro que frequenta o shopping na Zona Leste não é o mesmo que circula no shopping da Faria Lima. Da mesma forma, não está em xeque o conceito de espaço público, mas de alargamento de espaço privado: as portas de sensor automático dão a impressão de que o monstro encravado na cidade onde antes havia um lago ou uma praça dão a falsa sensação de que o espaço é aberto a todos, mas a segurança particular nos lembra que “todos” não são “qualquer um”. Esse é o ponto que liga o presente ao passado. Um estrangeiro que desembarcasse hoje ou há 50 anos a um shopping da capital paulista mal perceberia que estava no Brasil, um país de maioria negra e parda que há séculos mantém espaços cativos nos colégios e universidades de ponta, cafés, centros culturais e as redações – sim, sem exceção. A população com cara de população, quando entra nesses espaços, é para trabalhar ou servir.
Em um shopping center, não se paga pelo produto. Paga-se pela experiência. Pela sensação de ter acesso a uma ordem distinta dos atropelos das ruas ao estilo 25 de Março. A sensação de não passar calor. De estar protegido. De não ser qualquer um. (Para preservar a ideia, ou o fetiche, é necessário desdenhar os barracos na hora de estacionar ou de pegar fila no caixa do shopping).
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UM ESPECTRO QUE RONDA O BRASIL?

LUCIANA BALLESTRIN/ CARTA MAIOR
marxNeste ano ocorreram pelo menos três episódios públicos envolvendo denúncias de “doutrinação marxista” no ambiente universitário brasileiro: a recusa de um estudante em realizar um trabalho sobre Karl Marx, a pedido de seu professor (SC); a ação popular movida por um advogado contra um projeto de extensão de difusão do marxismo (MG), que acarretou em sua suspensão pela Justiça Federal do Maranhão e a acusação de um filósofo sobre a contaminação do marxismo nas Ciências Humanas e Sociais (SP). As três notícias tiveram cobertura em veículos midiáticos, cujas posições ideológicas são historicamente conhecidas do público.
O espraiamento nacional de uma suposição sobre o avanço do comunismo e do marxismo no Brasil, às vésperas do cinquentenário do Golpe civil-militar, convida a todos os cidadãos e cidadãs para a seguinte reflexão: o que estes discursos e ideias representam no Brasil após 25 anos da promulgação da Constituição de 1988? Gostaríamos de sugerir que isso reflete uma paranoia, compartilhada por pessoas e grupos capazes de formar guetos de opinião e que a despeito do alcance restrito, ganham destaque desproporcional na mídia hegemônica.
O conceito de paranoia, em termos psiquiátricos, possui sua própria história, como todos os conceitos mais ou menos compartilhados pelo campo científico. A despeito das controvérsias particulares inerentes a este campo – no caso, o da psicanálise – é possível sustentar com baixo custo de prejuízo que a ideia de paranoia envolve basicamente um delírio persecutório baseado em uma desconfiança descolada da realidade, razão ou empiria.
Defensivas ou preventivas, as consequências políticas da proliferação do discurso paranoico anticomunista e antimarxista ferem, paradoxalmente, dois princípios liberais básicos: liberdade de expressão e tolerância. Ao mesmo tempo, reedita a paranoia clássica alimentada pela Guerra Fria, cuja conjuntura internacional fora cúmplice do segundo período ditatorial brasileiro.
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ACHO QUE NÓS ILHEENSES FOMOS ENGANADOS

JAMESSON ARAÚJO/BLOG AGRAVO
jamesson araújoComo diz o slogan “a propaganda é a alma do negócio” e o governo jabista se especializou em vender seriedade e comprometimento quando o assunto é transparência. Mas todos sabem que a realidade é outra.
Acessar dados públicos possibilita à população saber o que é feito com o erário.
Logo que assumiu o mandato, o prefeito Jabes Ribeiro, em sua primeira ação, retirou do ar o Portal da Transparência, criado pelo seu antecessor. Na página, que funcionava perfeitamente durante o governo Newton Lima, o cidadão tinha acesso a todos os pagamentos realizados pela secretaria da Fazenda do município em tempo real.
Em dez meses, Jabes Ribeiro montou um portal da transparência “meia boca”, onde disponibilizou as licitações, extratos de contratações, convênios e diárias. Mas deixou de fora a digitalização e publicação dos contratos na integra, além do link com a secretaria da fazenda, acompanhamentos de pagamento e receitas municipais.
Neste tempo, Jabes e seu governo transpareceram, via releases, que estavam planejando a construção do portal da Transparência, com divulgação de capacitação de servidores e criação de uma comissão responsável pela estruturação da página.  Em agosto, o governo soltou matéria noticiando que o  prefeito designou uma comissão para estruturar o portal.
Mas, agora, ficou evidente que o governo queria ganhar tempo, deixar o cidadão e os meios de comunicação sem saber quanto no período desses onze meses entrou nos cofres públicos em recursos municipais e o que foi feito com o erário público.
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MALU FONTES: DUAS OU TRÊS COISAS SOBRE AS MORTES EM ONDINA

Por Malu Fontes, jornalista e professora de jornalismo da Ufba

malu fontesNada mais cruel e covarde que atacar quem já não pode se defender ou matar moralmente quem já morreu fisicamente, acusando-os de ter confrontado ou provocado a própria morte. Não se deseja, do mesmo modo, que as redes sociais sejam um quadro em branco disponível para as bestas feras existentes em toda e qualquer sociedade e que agora pedem pena de morte para a oftalmologista. 

Uma coisa é certa sobre as redes sociais: ao mesmo tempo em que ajudam as famílias de vítimas de grandes tragédias a mover campanhas de mobilização por esclarecimento e justiça, elas exigem dessas mesmas famílias uma força emocional que não se pode cobrar de quem acabou de ter a vida psíquica estraçalhada. Paremos com a falta de cuidados e bons modos e vamos diretamente ao nome das coisas. Gatos e cachorros se acham no direito de, atrás de seus teclados, matar mais uma vez quem já morreu.

Se ninguém aqui leu alguma toupeira moral e ética dizendo numa rede social que alguma coisa Emanuel e Emanuelle Gomes devem ter feito para provocar a ira da oftalmologista Kátia Vargas Leal Pereira a ponto dessa perseguir com seu carro a moto onde estavam, causando-lhes a morte, agradeçam aos céus e peçam aos deuses para que o mesmo tenha acontecido com a mãe e o pai de ambos. Perder dois filhos e ler coisas desse tipo sem perder a sanidade e a fé na vida é coisa para pouquíssimos. Nada mais cruel e covarde que atacar quem já não pode se defender ou matar moralmente quem já morreu fisicamente, acusando-os de ter confrontado ou provocado a própria morte. Não se deseja, do mesmo modo, que as redes sociais sejam um quadro em branco disponível para as bestas feras existentes em toda e qualquer sociedade e que agora pedem pena de morte para a oftalmologista. Mas, assim como ela não pode ser irreversivelmente inscrita como a tradução encarnada da maldade bípede desumanizada, o casal de irmãos mortos não pode jamais ser responsabilizado pela própria morte. Não eles, mortos nas circunstâncias em que morreram e vistas por todos os consumidores de informação, graças à proliferação de câmeras que hoje tudo registram nas principais vias de qualquer cidade.

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SOMOS VERDADEIRAMENTE INDEPENDENTES?

Por Felipe Chaves Magalhães, estudante

felipe chavesPortanto, não é isso que torna nossa história  mais suja, aliás isso é lógico, qualquer um que encontrasse uma nova terra ia explorar para enriquecer. Eu quero lamentar  foi  quando a família real e sua comitiva chegou ao nosso Brasil, com medo das tropas napoleônicas , desalojando propriedades com força bruta, trabalhadores perdendo comércio que conseguiu com o trabalho próprio ao longo dos anos, tudo isso para que Dom João VI e sua raça com mais de 15 mil homens não perdesse o conforto que tinha na metrópole, garantindo trabalho  aos mesmos.

Quando penso na independência do Brasil, eu não consigo ter orgulho do meu país, afinal,  sempre me vem em mente a palavra corrupção e seus sinônimos, e a quase certeza de que nossas terras parou no tempo  de 1500 se compararmos, principalmente aos dias atuais, mais o que uma coisa teve a ver com a outra? Em que momento essas partes se ligam?
Se analisarmos bem essas ideologias e viajar de volta ao passado, podemos ver um jogo de interesses dos mais ricos frente a nossa terra, desde os tempos de outrora em que as caravelas portuguesas chegavam neste novo continente prometendo aos nativos catequiza-los  e civiliza-los com histórias bíblicas, pois bem, foi isso o que aconteceu primeiramente, enganando-os  tendo em vista a exploração diretamente do pau brasil no litoral nos primeiros 30 anos da nossa história como colônia, retribuindo-os com pequenas miudezas. Anos se passaram até os primeiros escravos africanos chegarem nessas terras e começarem de vez a exploração das riquezas, foram anos e mais anos de exploração das terras com produção latifundiária sem qualquer cuidado, sem contar a exploração de ouro e diamante das terras das Minas Gerais, nem mesmo revolucionárias revoltas como a rica história dos quilombos dos Palmares, da conjuração Baiana e da pré-descoberta inconfidência  mineira pelo governado Visconde de Barbacena, movimento este feito por sua maioria de filhos de nobres brasileiros que foram estudar ideias iluministas na Europa, calaram a voz dos grandes portugueses.

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MALU FONTES: O ATIVISMO DA VEZ É BI

Por Malu Fontes, jornalista e professora da UFBA

malu fontesOs homossexuais agradecem o apoio, mas é bom não perder de vista que, nesse modismo em cujo contexto todos e qualquer um se acham no direito de publicizar falas e performances como se fossem bandeiras de apoio à causa homossexual, as fronteiras entre ativismo e oportunismo podem ir se tornando cada vez mais fluidas ou, pior, podem resvalar para um tiro no pé

A semana começou com meia dúzia de mano do curíntian em pé de guerra, praticamente pintada para a guerra, na porta de centros de treinamento e nas redes sociais, disposta a tudo para linchar um dos jogadores do timão, Emerson Sheik, por ele ter postado uma foto dando um selinho num amigo. Segundo o próprio Sheik, xingado com todas as ofensas do vocabulário homofóbico pela torcida corintiana, a atitude dupla, ou seja, o beijo no amigo e a publicização da cena através de uma fotografia postada numa rede social, teve como intuito, palavras dele, justamente protestar contra o preconceito e a homofobia. “Tem que ser muito valente para celebrar a amizade sem medo do que os preconceituosos vão dizer”, foram as palavras de Sheik. 
 
No mesmo final de semana do beijo anunciado como ativista por Sheik, Preta Gil anunciou que não se sente mais só, desde que Daniela Mercury anunciou o casamento com outra mulher, ao mesmo tempo em que desabafou o quanto sofreu preconceito por sempre ter assumido sua bissexualidade. Não se está falando aqui do fenômeno de sair do armário, mas de personalidades do mundo do entretenimento que, em um volume cada vez maior, vêm se tornando notícias, ou ainda mais noticiadas, por defender a causa da bissexualidade para si mesmas, embora em seguida digam não estarem falando em defesa própria, mas em defesa da sexualidade alheia. 
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cristina frey

dom eduardo

lm mudancas













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