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:: ‘Artigos’

JABES RIBEIRO – PREFEITO PEÇA DE MUSEU

POR ALISSON MENDONÇA, VEREADOR PELO PT DE ILHÉUS

Alisson Mendonça (PT), vereador ilheense líder da bancada de oposição.

O Palácio Paranaguá, deve permanecer como sede do poder Executivo, e até mesmo abrigar um museu, como é o caso da Casa Rosada na Argentina, sede da presidência da República da Argentina e museu da Casa do Governo, aos finais de semana é aberto ao público para visitações (experiência de sucesso).
Soa até engraçado o assunto preferido do alcaide, transformar o prédio onde funciona a prefeitura em museu. O “projeto” é, reformar o espaço que abrigava a Coelba (bairro da Conquista), e transferir a sede do governo municipal para aquela localidade. Isso mesmo, depois de um ano e meio sem conseguir construir uma única escola e nem reformar as existentes, o prefeito “viaja” com essa ideia “transformadora”, e diga-se de passagem, sem a anuência da população.
Pois bem, como a Câmara de Vereadores se transformou num “apêndice” do Executivo, uma espécie de secretaria de assuntos legislativos, portanto, um espaço estéril, só nos resta abrir essa discussão nas redes sociais, e para isso devemos ponderar alguns aspectos.
– A cidade necessita mesmo é de um CENTRO ADMINISTRATIVO, descente, amplo, com estacionamentos, prédios modernos e fora do centro histórico, uma obra para a Ilhéus do futuro, moderna.
– O espaço da Coelba deve ser utilizado para outros fins, transformando-o em equipamento para uso dos moradores do bairro da Conquista, tão carente de espaços de convivência, lazer, esportes…
– O Palácio Paranaguá, deve permanecer como sede do poder Executivo, e até mesmo abrigar um museu, como é o caso da Casa Rosada na Argentina, sede da presidência da República da Argentina e museu da Casa do Governo, aos finais de semana é aberto ao público para visitações. (experiência de sucesso).
– O Palácio tem salões amplos, tanto no térreo, utilizado pelo setor de tributos como no primeiro andar, onde funciona a procuradoria, que podem abrigar museus e espaços para reuniões dos setores organizados da sociedade como chefe do poder executivo, atos solenes…
– A cidade possui o Museu do Cacau (abrigado no prédio do antigo ICB) que está sendo restaurado pela UESC, o Museu do Instituto Nossa Senhora da Piedade, o Museu de Misael Tavares, no Ilhéus Hotel e o museu da Maramata.
– E que tal mais um museu ali no prédio da antiga Escola General Osório?
Pois bem, feitas as ponderações, chamo a atenção da sociedade organizada e do cidadão a da cidadã comum, para a urgência no debate do tema, pois, o prefeito já autorizou a licitação, e se continuarmos calados, ele põe no projeto a confecção da sua própria estátua, para ser edificada ao lado da de Sapho, na praça JJ Seabra.

 

JESUS, O HOMEM

JULIO CESAR DE OLIVEIRA GOMES
Julio Cezar de Oliveira Gomes é professor, graduado em História; e advogado, graduado em Direito, ambos pela UESC .

Julio é professor de História e advogado.

Sempre me impressionou a dimensão humana de Cristo, sua presença como pessoa de seu tempo e lugar, sua atuação como homem de carne e ossos, sujeito às vicissitudes de sua época.
Nada tenho contra o Jesus Deus, propalado pelas Igrejas. Mas para mim Jesus foi um ser de existência concreta, real, humana, que nasceu na Palestina, em um reino governado por Herodes, submetido à lógica da dominação romana, este sim o grande império daqueles tempos.
Sem ser o mais pobre entre os pobres, pois sua família não estava submetida à escravidão e seu pai tinha uma profissão, a família de Jesus era, sem dúvida, bastante humilde, tendo que forjar a cada dia, com o suor do próprio rosto, a subsistência de seus membros.
Tenho convicção da existência histórica de Jesus, o homem, e da mesma forma acredito que realizou os milagres que lhe são atribuídos. Estes permanecem, até hoje, inexplicáveis do ponto de vista da ciência. Mas sabemos que há muitas coisas que a ciência não explica, e que nem por isso deixam de ter efetiva existência.
É esse Jesus homem e suas relações sociais que me encanta, que o traz ainda mais para perto de nós, de nossa natureza igualmente humana, que nos permite chamá-lo de irmão, embora seja o Irmão Maior.
Como se sabe, Jesus transformou a água em vinho, curou cegos e leprosos, ressuscitou mortos. E como também se sabe, era pobre, sem quaisquer bens materiais, e morreu executado pelo Estado de Roma, a pedido da elite religiosa e política dos Hebreus, com a chancela do povo de sua época, que escolheu libertar Barrabás.
Cumpre exaltar a dimensão humana de Jesus para percebermos que ele, de fato, quis tornar-se o Cristo, e abriu mão de todas as riquezas, confortos e honrarias em nome de seu objetivo, ou Missão.
E que riqueza Jesus possuía?
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JABES E PRISCO: DOIS OPORTUNISTAS DA DIREITA ESTÚPIDA

Por Gabriel Nascimento, professor | [email protected]

gabriel artigoDe um lado o PSDB, que aprendeu a fazer greve com a massa cheirosa, que é historicamente desvalorizada por essa mesma direita salvadora, e de outro Jabes Ribeiro. Em Ilhéus, não tão longe da PM baiana e de Prisco, Jabes é da base do governo estadual, tanto é que se fala à boca pequena que quem manda nas indicações de seu partido é ele. 

A PM da Bahia está nas mãos de um filhote do que há de mais autoritário nesse país: Marco Prisco. Vamos procurar ele na campanha para prefeito de 2012, lá em Salvador, balançando a bandeira de Acm Neto Prefeito. Antes, bem antes, protagonizou a greve da polícia durante o carnaval de 2012, querendo causar instabilidade, promovendo uma verdadeira arruaça sistematizada de militantes abutres do que sobrou de velho da ditadura militar. Não, senhores, nunca vi Prisco militando pela desmilitarização da polícia. A desmilitarização possibilitaria, entre outras coisas, o direito de greve aos policiais por poder enxergá-los como trabalhadores em segurança pública dignos de fazer greve. Prisco gosta mesmo é de motim e quartelada, coisa que ele herdou do pouco que aprendeu na polícia. O resto da malandragem ele aprendeu no mercado negro da política, pela qual se elegeu vereador de Salvador e pela qual, a partir dessa greve, pretende se eleger deputado. Um negócio e tanto, já dizem por aí os correligionários do PSDB.
De um lado o PSDB, que aprendeu a fazer greve com a massa cheirosa, que é historicamente desvalorizada por essa mesma direita salvadora, e de outro Jabes Ribeiro. Em Ilhéus, não tão longe da PM baiana e de Prisco, Jabes é da base do governo estadual, tanto é que se fala à boca pequena que quem manda nas indicações de seu partido é ele. Se Prisco quer vencer o Estado pelo desgaste levando a PM a uma greve eleitoreira para garantir sua cadeira na Assembleia Legislativa, a de Paulo Souto no governo do estado e a de Geddel, o camaleão, no Senado, o outro, nosso Jabes, quer vencer o funcionalismo público pelo cansaço e não quer levar ninguém a lugar nenhum.
Ao contrário de Prisco, que tem como engenho um negócio e tanto que aprendeu no mercado negro da política, o que Jabes quer ao buscar vencer os funcionários da prefeitura de Ilhéus pelo cansaço? Tendo demitido funcionários alegando o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, contratou recursos humanos como cargos de confiança, aumentou o salário dos altos cargos de sua gestão e continua, implacavelmente, buscando na justiça sua única opção para continuar governando para o próprio ego, além do mega apoio da câmara legislativa de Ilhéus, é claro. Jabes tem um ego e tanto, e governa só para esse ego. Sua promessa de campanha mais clara devia ter sido: “não mexam comigo porque eu vou até o final”. E está indo. Recorreu em instância estadual depois da justiça ter concedido aos funcionários sua reconvocação e posse. Onde Jabes quer parar em ano eleitoral? Por que ele não segue o exemplo de Prisco, que se motiva o grande representante dos policiais, mas, no fundo, quer só ser deputado estadual do PSDB/DEM? Como Jabes vai poder passar de porta em porta, dar o famoso abraço e tapinha nas costas com seus pretendentes a deputado, se leva à frente uma perseguição absurda a quem recebe pouco, em condições péssimas, como é o caso dos funcionários de Ilhéus? Onde estão os candidatos a deputado de Jabes que não percebem o clima de instabilidade de Ilhéus, mesmo antes da greve eleitoreira de Prisco? Onde estão os candidatos de Jabes que não percebem o abandono em que se encontra a cidade, cujas obras em andamento ou em planejamento se dão por conta do esforço do governo estadual?
Onde está o Jabes que gosta de governar para as alianças? Parece que ele esqueceu que, em ano eleitoral, é preciso calcular as doses e cumprir o veredito de um sistema político privateiro e absurdo. Ao contrário do governo municipal, Jaques Wagner está em plena negociação aberta com as associações de policiais militares, porque não quer desgaste com o povo. Mas Jabes quer e sempre quis. Como quer honrar as alianças estaduais se não consegue, ao menos, reconhecer que seu plano principal é consagrar o feudo para os seus, sem abrir concurso e sem respeitar de fato a Lei de Responsabilidade Fiscal que alega? Pelo jeito Jabes tem muito a aprender ainda no mercado negro da política ou o que sabe está desaprendendo. Viva Marco Prisco!  

OS MORADORES DAS PERIFERIAS E A ATUAÇÃO DAS POLÍCIAS COMO REPRESENTATIVIDADES DO ESTADO NA CONTENÇÃO DA VIOLÊNCIA URBANA

Por Edson Alves, cientista social pela UESC

edsonAs estatísticas são alarmantes e quando pensamos em algo tão grotesco que vem dando margem aos erros causados pela polícia, ficamos estarrecidos em perceber que aqueles que deveriam proteger a população, estão tão sujeitos a erros que são considerados amadores

Percebemos nas últimas décadas, uma escalada da violência nas periferias das cidades brasileiras, e nesse “fogo cruzado”, estão os cidadãos desprotegidos, a polícia e os traficantes de drogas fazem das ruas e vielas desses locais, suas arenas de confrontos diários, e muito além desses confrontos diários, estão os moradores desses locais que ficam desprotegidos pela ineficácia do Estado.      
Ninguém desconhece, que nos morros e favelas do nosso país, onde estão presentes as camadas populares e consequentemente a população que possui a menor faixa de renda per capita da sociedade, sofrem diariamente com a problemática da violência urbana, consequência de vários fatores aos quais a violência cotidiana encontra um terreno fértil para a sua proliferação.
As causas da violência estão contidas sobre vários fatores, tais como, pobreza, tráfico de drogas, desemprego, além dos problemas sociais causados pela ineficiência do Estado em resolver os problemas básicos da sociedade, mas o que temos de ter em mente, é que a polícia, enquanto representante do Estado e como agentes de contensão da violência, devem agir de maneira mais organizada para que a população trabalhadora e “arquiteta” dos pilares do desenvolvimento desse país, não seja o alvo de suas “balas perdidas”.
As estatísticas são alarmantes e quando pensamos em algo tão grotesco que vem dando margem aos erros causados pela polícia, ficamos estarrecidos em perceber que aqueles que deveriam proteger a população, estão tão sujeitos a erros que são considerados amadores quando se trata da segurança pública, pois a polícia deve agir de maneira mais protetiva em relação à população e não sair por aí trocando tiros com bandidos sem as medidas devidas para resguardar os cidadãos de bem que estão no meio dessa guerra cotidiana.
Por fim, é preciso que os governantes construam as suas políticas públicas de segurança com mais eficiência para que não mais, possamos ver e ouvir diariamente na comunicação social, tantos erros amadores por parte das polícias.   
 

A FAVELIZAÇÃO DAS UNIVERSIDADES ESTADUAIS NO BRASIL

Por Reginaldo de Souza Silva, Prof. Dr., membro do Fórum Estadual de Educação da Bahia | [email protected]

professorA mercê da indicação/interferência dos governadores, o baixo repasse de recursos orçamentários impede a manutenção e/ou mesmo a sobrevivência e expansão com qualidade das instituições estaduais. Com o discurso da expansão das instituições federais os governos estaduais estão abandonando ou deixando a míngua suas instituições de ensino superior.

Enquanto o governo ostenta um chamado “mega” investimento em instituições federais de ensino superior, contestado pelo ANDES – Sindicato Nacional, as universidades estaduais, em sua grande maioria, amargam o abandono daquele nível da educação que deveria ser, segundo a Constituição Brasileira, de responsabilidade do governo federal.
Com um déficit gigantesco o Brasil tenta se inserir no mundo globalizado, caminhando para ser a quinta economia mundial, amargando indicadores vergonhosos de educação. Realidades absurdas e contrastantes podem ser verificadas neste imenso país, da primeira etapa da educação básica (ed. Infantil à educação superior). Falta de professores, má formação, remuneração e condições de trabalho; número de funcionários e qualificados insuficientes, que lutam e amargam contra a ingerência politica com a “venda/atribuição de cargos” nas mãos de governadores, prefeitos, deputados e vereadores.
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50 ANOS DE 31 DE MARÇO DE 1964 E O BRASIL DE HOJE

Julio Cezar de Oliveira Gomes, professor de história e graduado em direito

Julio Cezar de Oliveira Gomes é professor, graduado em História; e advogado, graduado em Direito, ambos pela UESC .

Entretanto, o que há de novo neste aniversário de 31 de março de 1964 não é a comemoração dos militares, que sempre a fizeram, de forma mais ou menos ostensiva, mas um clamor pela volta dos militares ao poder, que ecoou fortemente por todos os meios de comunicação.

Para uns, golpe. Para outros, revolução. O fato é que há cinquenta anos um movimento militar arrancou o Presidente João Goulart do Palácio do Planalto e impôs àquele Brasil um governo composto por uma estranha junta militar.
O resto da história, já se sabe. O regime de exceção se impôs pela força das armas e da máquina governamental por vinte e cinco longos anos, até que sob a pressão da imensa maioria dos brasileiros pelo fim da Ditadura, foi eleito, de forma indireta, um presidente civil, em 1985; e depois promulgada a Constituição de 1988, pondo fim ao Período Militar.
Entretanto, o que há de novo neste aniversário de 31 de março de 1964 não é a comemoração dos militares, que sempre a fizeram, de forma mais ou menos ostensiva, mas um clamor pela volta dos militares ao poder, que ecoou fortemente por todos os meios de comunicação.
Causa estranheza que em um Brasil muito mais desenvolvido economicamente, muito mais escolarizado e com chances de ascensão social infinitamente maior do que as que existiam na década de 1960, 70 e 80, este clamor tenha sido ouvido. Mas foi.

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MOBILIZAÇÃO PARA QUÊ?

JÚLIO GOMES
Julio Cezar de Oliveira Gomes é professor, graduado em História; e advogado, graduado em Direito, ambos pela UESC .

Julio Cezar de Oliveira Gomes é professor, graduado em História; e advogado, graduado em Direito, ambos pela UESC.

Nos dias 17, 18 e 19 de março o ensino público de primeiro e segundo grau estará em greve, promovida pela CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, em todo o Brasil.
A ação da CNTE visa, segundo consta de sua convocação, exigir o cumprimento da Lei do Piso do Magistério; estabelecimento de plano de carreira e fixação nacional da jornada de trabalho dos professores; garantir o investimento dos royalties do petróleo na valorização da Educação; votação imediata do PNE – Plano Nacional de Educação, pelo Congresso Nacional; firmar posição contra a proposta dos governadores dos estados, de reajustes para o magistério abaixo do estabelecido pela Lei do Piso; e destinação de 10% do PIB para a Educação Pública.
Sem dúvida, as propostas da CNTE são justas, e se aprovadas poderiam proporcionar um salto qualitativo na educação brasileira, tão desvalorizada e de desempenho tão pífio, sobretudo na rede pública de ensino básico.
Poderia ainda, ao valorizar economicamente o magistério, impedir que a Educação continue a perder seus melhores profissionais para outros setores da economia, e incentivar aos jovens para ingressar nos cursos de nível superior voltados para a docência, hoje tão desprestigiados.
Em busca de tais objetivos, sacrificaremos três dias de aula, e conforme o vício dos professores, pais e alunos brasileiros, o faremos com a semana quase toda, pois após três dias sem funcionar a quinta e sexta-feira (dias 20 e 21) terão aula em um injustificável ritmo de “enforcamento”, de “feriadão”, tão vergonhoso, mas tão ao gosto de nosso povo.
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MARCHA À RÉ DA FAMÍLIA COM DEUS EM NOME DO PASSADO

BLOG DO SAKAMOTO
ditaduraRecebi cartas emails dos leitores, pedindo um post sobre grupos que estariam organizando uma nova Marcha da Família com Deus pela Liberdade para o sábado (22).
O objetivo desse pessoal seria marcar os 50 anos daquela excrecência que antecedeu ao golpe militar de 1964. Em defesa da fé, da família e da pátria.
Agregam valor ao camarote colocando uma série de reivindicações que eles, equivocamente, chamam de “conservadoras”. Pois uma coisa é o pensamento conservador, que merece ser respeitado e, na minha opinião, questionado – quando for o caso – nas arenas de discussões. A outra é gente que acha que a Constituição é papel higiênico e as instituições democráticas – que levamos décadas para reconstruir – são um grande vaso sanitário de onde só exala fedor.
Reivindicações que incluem uma “intervenção militar constitucional” (haha), o bloqueio da transformação do país em uma “ditadura homossexual” (hahahaha) e uma ação para evitar a “implantação do comunismo” pelo partido que está no poder (kkkkkkkkkk). Gente, em que país eles vivem?
Eu olhei, olhei e pensei que era uma piada. Ainda espero que seja um grande hoax.
Portanto, gostaria de analisar não o chamamento para a marcha em si e mais a reação dos que estão apoiando essas ideias.
Antes de tudo, um comentário sincero: como a democracia é linda…
Ainda vou escrever com mais calma sobre esse assunto, mas sabe o que mais assusta? A falta de conhecimento histórico. Qualquer análise de conjuntura e de contexto histórico, não só brasileiro mas de todo o mundo, mostra que 1964 e 2014 são dois momentos diferentes, com acúmulos políticos e participação popular diferentes também.
Há insatisfações lá como agora, e de todos os lados. Insatisfação contra o mau funcionamento das instituições (corrupção, enfim), mas também insatisfação de alguns contra a conquista de direitos por determinadas parcelas da sociedade que, sistematicamente, foram deixadas à margem (direito a não passar fome, por exemplo). Mas tendo em vista os contextos diferentes e o país diferente, as possibilidades de quebra institucional não são as mesmas.
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1964 FAZ ANIVERSÁRIO PORQUE AINDA ESTÁ ENTRE NÓS

GABRIEL NASCIMENTO
Gabriel Nascimento é professor.

Gabriel Nascimento é professor.

No próximo dia 01 de abril o Brasil comemora (comemora?) 50 anos do golpe de 1964, um conjunto de ações orquestradas pelo empresariado nacional com participação da classe média, dos políticos comprados pelo mega mensalão da ditadura e com execução efusiva dos militares e apoio dos Estados Unidos e sua quarta frota na realização que levou o país a uma ditadura violenta durante 21 anos. O fato de comemorar significa dizer, de modo proposital, que é preciso lembrar do passado e o que ele representou para a memória coletiva. Isso significa dizer que esse dia cruel inaugurou um ciclo de perseguições e amordaçamento de direitos políticos dos cidadãos, fundando instituições assassinas, como o DOPS/DOI-CODI, em nome desse regime de exceção para prender, torturar e matar os opositores. Foi o que aconteceu depois do AI-5, precisamente, formalizando o período mais cruel por qual passou este país enquanto república.
Porém, o ato de comemorar nos remete à ideia de que o regime foi bom para o país. Em tempo de completar 50 anos de seu golpe precursor, a ditadura militar brasileira ainda não foi esclarecida e nem repudiada pelas autoridades a ponto de reparar essa história. O ato de comemorar nos remete à ideia de um passado que ainda não foi desenterrado. Em tempo de completar 50 anos, as Forças Armadas, executoras e mantenedoras da ditadura, nunca pediram desculpas à sociedade por instaurar no país um regime ilegítimo, para não dizer ilegal. Militares que prenderam, torturaram e assassinaram militantes de todos os setores ainda estão por aí gozando de suas patentes, atuando nos mais diversos setores ou aposentados em suas mansões na Asa Norte de Brasília. E, pior: existe um silenciamento por parte de todos, desde a esquerda amedrontada que conseguiu chegar a um governo civil popular, com um ex-metalúrgico e a primeira mulher presidenta, ambos perseguidos pelo regime, até a direita fascista que apoiou o regime e hoje se diz defensora árdua da democracia.
Há um silêncio sem precedentes da imprensa, que continua em silencio desde o dia que chamou esse regime de “revolução” e emprestou carros para os torturadores, como é o caso da Globo, Folha e Estadão. Há muito que explicar sobre os atores do golpe. Roberto Carlos, Pelé e Xuxa não são “reis” à toa. A Globo não é dona de um verdadeiro reinado à toa. Quem se calou e abanou o rabo, ou mesmo ajudou o regime, foi premiado pelos militares assassinos e continua com as mesmas garantias de seus privilégios, se dizendo hoje defensores da democracia. É o caso da mídia fascista e dos civis que, hoje políticos da direita, fazem discursos bonitinhos de apoio a governos civis, candidatam-se a governos civis, mas não passam de filhotes da ditadura. Partidos como PP, PMDB, PSDB e DEM estão cheios dessas raposas.
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A GUARDA MUNICIPAL E O MUNDO DE HOJE

Por Julio Cezar de Oliveira Gomes, advogado e professor

julioNão se quer aqui que as guardas passem a fazer repressão a homicídios, muito menos que assumam o papel de policiamento ostensivo destinado à Polícia Militar. Mas, segundo uma máxima consolidada entre os que trabalham nesta área, quem não tem segurança não pode dar segurança.

Há algum tempo se discute, no Brasil e em cada município, qual deve ser o papel destinado à guarda civil municipal, e este debate faz-se, de fato, necessário.
Tradicionalmente, os guardas municipais se destinam à proteção do patrimônio pertencente ao poder público municipal. Isto decerto influenciou aos deputados e senadores que elaboraram a Constituição de 1988 para que, no capítulo que trata sobre Segurança Pública, ficasse consignado que os municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei (artigo 144, § 8º, CF/1988).
Entretanto, as condições relacionadas à segurança pública se modificaram radicalmente nos 25 anos que se passaram desde a promulgação do Texto Constitucional até os dias atuais. Basta andarmos nas ruas e conversarmos com as pessoas para percebermos o avanço da criminalidade. Para que não haja dúvidas, convém citar alguns números.

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dom eduardo

arquiteto













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