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:: ‘Artigos’

ETERNO DESPREPARO EM ATENDIMENTO

NILSON PESSOA

pote de vinagrete

Cena nada surpreendente no cotidiano de Ilhéus, cidade de vasto e incalculável potencial turístico:

Numa cabana de praia, um jovem casal de turistas. Tira gosto de isca de peixe, acompanhado de molho rosé e molho de pimenta. A moça – educadamente – não reclama, apenas comenta com o garçom: “- Moço, sou alérgica a pimenta e acabei comendo pimenta pensando ser vinagrete”.

Eu estava numa mesa próxima e – não sei por que cargas d´água – o garçom me escolheu pra desabafar:  “- É mole? A mulé ali meteu pimenta na boca pensando que era vinagrete…”. 

Perguntei: Você avisou que era pimenta quando serviu?   Resposta do garçom: “- E precisa???”.

Algo inadmissível numa cidade que se diz ou pensa ser turística. No imaginário daquele garçom, todo mundo é obrigado a identificar um molho de pimenta caseiro, até os visitantes oriundos de localidades sem hábito no consumo desse tipo de condimento!

A alternativa econômica prioritária para Ilhéus após a quebradeira do cacau – nenhuma dúvida – seria o turismo. Décadas se passaram e a Princesinha ainda se mantém inerte, parada no tempo e sem se especializar no filão (falo do turismo de verdade), cuja vocação não é privilégio de qualquer município. 

Noventa quilômetros de litoral, a exuberância do que ainda resta da Mata Atlântica, riqueza histórica e gastronomia fascinante. Faca e queijo na mão, mas falta competência.

Inacreditável que Ilhéus ainda não tenha uma escola de garçons, não ministre com frequência palestras sobre bom atendimento e relações com o consumidor, nem sedie um curso de graduação técnica ou superior voltado a turismo e hotelaria. Desconheço, também, qualquer iniciativa pública de busca por aprendizado ou experiência, através de intercâmbio com outras praças bem sucedidas na importante atividade econômica do turismo. Cito, como alguns exemplos, Porto Seguro (aqui pertinho), Gramado, Natal, Campos do Jordão, etc. 

A continuar assim, posso crer que estaremos cada vez mais nos especializando, tão somente, na inútil ciência da perda de oportunidades.

A DEFESA DE DILMA NO PROCESSO DE IMPEACHMENT

JULIO GOMES
Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Coube ao Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, fazer a defesa da Presidente Dilma Rousseff no último dia 04 de abril, junto à comissão do impeachment.

A defesa feita por Cardozo se pautou, sobretudo, em argumentos jurídicos, e serviu para mostrar ao Brasil a total ausência de fundamentos legais para que possa haver um processo de afastamento da presidente.

Didático e preciso, o Advogado-Geral demonstrou que Dilma não está sendo acusada de ter cometido nenhum dos crimes capazes de levar a Presidente a uma situação de impedimento. Mostrou também que ainda que a Chefe do Executivo Federal tenha cometido algum deslize administrativo, não há presença de dolo, ou seja, da intenção de agir no cometimento do crime. Haveria, no máximo, uma conduta administrativa equivocada, não mais que isso.

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DE CUECA NO CORREDOR

RODRIGO MELO
Rodrigo Melo tem dois livros de contos publicados, "O sangue que corre nas veias" e "Jogando dardos sem mirar o alvo", ambos pela editora Mondrongo. Em breve lançará o seu primeiro livro com poemas.

Rodrigo Melo tem dois livros de contos publicados, “O sangue que corre nas veias” e “Jogando dardos sem mirar o alvo”, ambos pela editora Mondrongo. Em breve lançará o seu primeiro livro com poemas.

Na época em que morei no Rio eu sonhava em ser um grande escritor. não um escritor qualquer, mas alguém realmente foda, quem sabe uma mistura de joão antonio com sam shepard, ou algo parecido. morava com meus sogros no cachambi e logo nas primeiras semanas consegui um trabalho como auxiliar de caminhões munck em ramos, perto da avenida brasil. foi por conta dele que conheci grande parte da zona norte e da zona oeste, entrei em velhas fábricas de tubos, bobinas e todo tipo de coisas malucas e muito pesadas, fábricas que recendiam aos filmes de mad max. subi morros não pacificados para içar placas enormes. lembro de uma vez em que chegamos a ir no projac, mas não havia nenhuma atriz à vista por lá. eu vivia dependurado nas alturas, uma baita fera gorda a tentar encaixar o gancho do munck nas correntes, torcendo para que nenhuma merda acontecesse até o material estar assentado no fundo do caminhão. pensava que um dia tudo aquilo se transformaria em literatura.
houve então aquela manhã: eu lia o jornal que o motorista havia comprado e deixado sobre o banco e vi o anúncio de uma imobiliária que contratava estagiários para o seu quadro. no dia seguinte, liguei para o munck dando a desculpa de que estava com dor de dente e fui fazer a entrevista na imobiliária, que ficava num prédio lá no aterro do flamengo, o prédio do eike batista, com cinco ou seis elevadores e umas loiras sorridentes na portaria. eu usava uma camisa emprestada do meu sogro, ela que era branca com listras azuis desgastadas, e uma calça jeans com muita história pra contar. a camisa estava com a manga dobrada até o cotovelo por conta de um furo. sentado de frente para o gerente, que chamava-se aldo lomma, um dos vermes menos confiáveis que já conheci, menti bastante e tentei parecer um sujeito agradável e desembaraçado. a coisa funcionou. o canalhão disse que havia gostado de mim, que eu seria um sensacional corretor de imóveis. e então, de um dia para o outro, lá estava eu, livre dos macacões cheios faixas fosforescentes, de óleo e de graxa, e metido nas camisas listradas do sogrão. belos dias foram aqueles em que eu adentrava os lares de copacabana, e também de alguns outros bairros da zona sul, mas sobretudo de copacabana, porque sempre fui caído por aquilo ali. conheci muitas pessoas, todas à sua maneira um pouco tristes e um pouco loucas, todas em busca da sua própria luz, e tudo aquilo me acompanha até hoje. à noite, ao chegar em casa, ao invés de ler e escrever, eu entrava nos sites das imobiliárias e olhava as fotos dos apartamentos, uns maiores e mais bonitos que outros, e imaginava-me andando de cuecas por um daqueles corredores, chegando à sala, depois indo até a janela e olhando lá pra fora, para as pessoas que caminhavam pela calçada. eu acenava para elas. lá atrás, as areias e um mar que não tinha mais fim.

AOS 35 ANOS, O NELSON COSTA LAMENTA ABANDONO

CARLOS SANTIAGO
Carlos Santiago é radialista, publicitário, e morador do Nelson Costa desde 1987.

Carlos Santiago é radialista, publicitário, e morador do Nelson Costa desde 1987.

Um dos maiores bairros de Ilhéus, o Nelson Costa, sofre com descasos de governos ao longo dos seus 35 anos de história. Nascido Nova Ipanema, nome provisório desde que tropas das forças armadas organizaram ocupações no começo dos anos 80, vindo logo em seguida receber como nome oficial, o do médico Dr. Nelson Costa, esse importante lugarejo ao sul ilheense cresceu, e hoje concentra um dos maiores comércios da cidade, sendo responsável por um numeroso giro de capital e oportunidade de negócios notadamente ao longo da sua principal rua, a avenida Lótus, bem como em suas transversais.

Com tudo isso, uma marca triste deste importante bairro, é a falta histórica de atenção por parte de governantes que desfilam pela localidade, a cada quatro anos, prometendo mundos e fundos com seus tapinhas nas costas, demorados apertos de mãos e aquela célebre frase: ”Se eu for eleito, prometo…”.

Os problemas, se listados, vão ocupar uma boa parte do artigo, portanto, resumidamente, aponto a histórica demora nos pontos de ônibus (sempre lotados e sua famosa falta de abrigos, além da qualidade duvidosa dos poucos coletivos que atendem), como das mais antigas reclamações do povo nelsoncostense, seguido de varrição das ruas, manutenção dos espaços públicos, como a quadra poliesportiva da praça da Mangueira, com sua grade destruída, marcação apagada, parque infantil enferrujado e que não vê uma vassoura “há uns três anos!”, segundo palavras de morador.

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TERCEIRIZADOS TORNARAM-SE “EMPREGADAS DOMÉSTICAS” DO GOVERNO

MARCOLINO REIS
Marcolino é graduando em história pela Uesc, com formação em Ciências Políticas pela USP.

Marcolino é graduando em história pela Uesc, com formação em Ciências Políticas pela USP.

Uma das grandes conquistas sociais que tivemos nos últimos tempos é a inclusão no rol da formalidade, o conjunto de pessoas que trabalham no setor doméstico. Vale ressaltar que esta conquista é fruto da organização desta categoria. Todas as pessoas em cargos eletivos fizeram suas obrigações, portanto, mérito para a organização popular.

Ao mesmo tempo em que o Governo Federal e o Congresso Nacional ampliam o acesso à direitos trabalhista (aprovando a PEC das domésticas), o Governo do Estado da Bahia e a Assembleia Legislativa retiram direitos fortalecendo a terceirização com a aprovação da nossa conhecida PL 4330.

Fomos derrotadas pelo presidente da câmara dos deputados, o Deputado Federal Eduardo Cunha (apelidado pelo movimento estudantil de Chicun-cunha por representar a doença do poder pelo dinheiro e dinheiro pelo poder).

A articulação da mesa diretora da Câmara dos Deputados encabeçada pelo dito-cujo iniciara tudo que está acontecendo agora com terceirizados e terceirizadas em todo estado da Bahia. Principalmente estes atrasos de salário a maioria dos parlamentares do congresso nacional tem responsabilidade.

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UM PASSO À FRENTE PARA ILHÉUS: PREMIER BUSINESS CENTER

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Quem acompanha a evolução do Município de Ilhéus ao longo dos últimos 30 ou 40 anos sabe o quanto temos deixado de avançar em aspectos importantes ligados à economia, ao urbanismo e ao desenvolvimento.

Somos, infelizmente, a cidade do já foi, do já teve. Já fomos, nos tempos áureos do Cacau, o Município do interior que mais gerava arrecadação de impostos para o Estado da Bahia. Já tivemos ICB (Instituto de Cacau da Bahia). Já tivemos Museu do Cacau funcionando regularmente, no Centro da cidade. Já fomos sede de órgãos estaduais importantes como a DIREC 6 (ligada à educação, hoje sediada em Itabuna, com outra denominação) e a 6ª DIRES (ligada à saúde). Já fomos a bela e bem cuidada Princesinha do Sul. Vamos parar por aqui, porque a lista de perdas é extensa…

Nesse marasmo em que Ilhéus se debate ao longo das últimas décadas, identificamos, também, algumas iniciativas positivas, ligadas sobretudo à iniciativa privada, que em setores da economia como hotelaria e construção civil tentam avançar, apesar da imensa ausência do Poder Público da qual todos nós nos ressentimos.

Por tudo isso é motivo de enorme alegria e contentamento quando vemos ser inaugurado em Ilhéus, pronto e funcionando, um prédio com a grandeza, a beleza e a funcionalidade do Premier Business Center, fato ocorrido na noite de 31 da março, em coquetel de inauguração.

Não, não se trata de fazer média com nenhuma empresa. Aliás, nem sequer conhecia pessoa alguma da construtora ou da família dona do empreendimento.

Entretanto, é preciso louvar as boas iniciativas, seja no campo da saúde, da segurança púbica ou da economia. E a inauguração de um prédio comercial com quatro pavimentos de garagem e mais onze pavimentos de salas divididas entre as destinadas a odontologia e medicina, e aquelas reservadas ao setor empresarial, equipado com o que há de mais belo e moderno em um prédio comercial, só pode trazer alegria, contentamento, positividade.

Ilhéus precisa crescer. Precisa se modernizar. Sem esquecer suas tradições, precisa projetar-se, construir, empreender, renovar, investir, formar, inaugurar, enfim, avançar a para um futuro melhor, nos mais diversos pontos de vista.

Enganam-se aqueles que torcem para tudo dar errado. Para o prefeito ou presidente governar mal. Para a loja ao lado fechar. Para a empresa concorrente falir. Para o filho do vizinho não se formar. Só quem lucra e se satisfaz com tamanha crise são as pessoas mesquinhas ou os maus políticos, que desejam um atraso cada vez maior, para que eles possam se manter ou ser trazidos ao poder como se fossem salvadores da pátria.

Quem vive em Ilhéus quer o progresso. Quer o novo. Quer sair do marasmo que se abateu sobre nós desde a crise do cacau ocorrida no início da década de 1980, e que não tivemos, ainda, a habilidade necessária para superarmos, com base em novos empreendimentos econômicos e em investimentos sociais.

A inauguração de um empreendimento como o Premier Business Center nos leva a suspirar, sonhar e trabalhar por um futuro melhor, onde nós e nossos filhos possamos viver não só de um dourado do cacau, hoje já distante e embaçado, mas de um porvir moderno, grandioso, sólido, luminoso como a própria fachada espelhada do imponente prédio rebrilhando ao sol.

Queremos progredir e ser felizes!

A TRAGÉDIA EM MARIANA E O DIREITO PENAL DA EFICIÊNCIA

POR:  GAMIL FÖPPEL EL HIRECHE E PEDRO RAVEL FREITAS SANTOS

O caso do rompimento da barragem em Mariana, Minas Gerais, repercutiu e causou grande clamor social. Certamente, o maior desastre ambiental da história do País merece a atenção e o cuidado de toda sociedade, mas é preciso ter cautela, para que o maior sinistro já noticiado não provoque, indiretamente, uma das maiores aberrações jurídicas já vistas no direito penal tupiniquim, tarefa difícil, em tempos de jatos lavados. Saliente-se que, por óbvio, se discute o caso penal em tese. 

A Polícia Civil de Minas Gerais pediu na terça-feira passada a prisão preventiva de seis funcionários da Samarco, dentre os quais, o Presidente Licenciado da mineradora. Após a conclusão de um dos inquéritos que investigam os acontecimentos de novembro de 2015, constatou-se, equivocadamente, com as devidas e necessárias licenças à Polícia de Minas Gerais, pelo cometimento de homicídio qualificado com dolo eventual. Além disso, foram imputadas outras figuras típicas, a saber, inundação e poluição de água potável. Trata-se, a nosso entender, de manifestação cabal do eficientismo no direito penal.  Frise-se que não se exclui a possibilidade de responsabilidade penal. Porém, a reprimenda criminal deve ser compatível com o quanto previsto no ordenamento jurídico pátrio. Ao fim e ao cabo, não se pode escolher o pior tipo penal, apenas e tão-somente por estar-se diante da pior tragédia ambiental já noticiada em terra brasilis.   

Imputar a prática de homicídio qualificado é desprezar a dogmática penal. Ora, descabida, absurda e inconcebível a tese de que existira no caso Mariana, dolo eventual. Impossível confundir dolo eventual com homicídio culposo. Nesse sentido, são palavras de Luiz Regis Prado: 

“Existe um denominador comum entre o dolo eventual e a culpa consciente: a previsão do resultado ilícito. É  certo, todavia, que no dolo eventual o agente presta anuência, concorda com o advento do resultado, preferindo arriscar-se a produzi-lo a renunciar à ação. Ao contrário, na culpa consciente, o agente afasta ou repele, embora inconsideradamente, a hipótese de superveniência do evento, e empreende a ação na esperança de que esse evento não venha a ocorrer – prevê o resultado como possível, mas não o aceita, nem o consente.”[1] :: LEIA MAIS »

NOVEMBRO AZUL: O PRECONCEITO PODE VALER UMA VIDA

Dr. Modesto Jacobino é médico urologista.

Dr. Modesto Jacobino é médico urologista.

Vivemos em uma sociedade onde as mulheres recebem orientações básicas de como cuidar do corpo desde muito cedo. A própria natureza deu uma mão para elas, pois a chegada da menstruação é um convite especial para uma primeira visita ao ginecologista. Ancoradas nos murros do “sexo frágil”, elas se debruçam por horas em conversas com a mãe, tias, amigas e professoras para tirar dúvidas e buscar auxílio quando necessário. Na contramão de todo o processo estão os homens.

Sempre donos da razão, viris, fortes e sedutores. Ir ao médico? Jamais! Sinal de fraqueza e de falta de informação, pois a maioria nunca recebeu orientação para ir ao urologista. Quando perdeu a virgindade contou para os amigos e morreu ali a conversa. A cultura masculina evita a ida dos homens ao médico, já que, nós, estamos buscando o tempo todo mostrar força e domínio nos cuidados com a saúde da esposa e dos filhos.  Ainda hoje, muitos preferem não saber se tem alguma doença, pois acham que poderão viver mais. Lei do engano.  

Dados federais mostram que os homens são maioria nos atendimentos de alta complexidade médica e minoria no atendimento básico, ou seja, quando procuram ajuda já estão em uma fase muito complicada.  Dados do SUS (Sistema Único de Saúde) mostram que, de todas as internações por transtornos mentais no Brasil, pelo menos 20% são de homens vítimas do alcoolismo. A dependência do álcool, em diferentes níveis, atinge 14% da população masculina, segundo uma estimativa do governo federal. O câncer de próstata apresenta 60 mil casos por ano no país. Há 90% de chance de cura quando diagnosticado a tempo. No Brasil morrem por ano, 14 mil homens vitimas da doença, ou seja, descobriram já no último estagio quando passou para outros órgãos do corpo.

Não deixe que o preconceito tire de você a melhor fase da vida: a chegada dos netos, aproveitar a aposentadoria, conhecer novos lugares e redescobrir a vida. O exame preventivo é simples e em nenhuma hipótese feri a masculinidade, pelo contrário, o preconceito sim, mata e tira do homem a chance de ser o que ele sempre diz por aí: forte, viril e dono de si. Lembre-se! Os cuidados com a sua saúde devem ser durante o ano inteiro.

CANAVIEIRAS: ESTUDANTE DENUNCIA FALTA DE APOIO PARA ESPORTISTAS POR PARTE DA PREFEITURA

IgoAtravés das redes sociais, o estudante canavieirense Igo Pacheco, matriculado no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, soltou o verbo contra o prefeito Almir Melo, que, segundo ele, teria pessoalmente negado ajuda para transportar esportistas do colégio para disputar uma etapa dos jogos estudantis.

Confiram o relato do jovem estudante:

“Nesta tarde recebi a notícia de que um pedido de transporte para o nosso colégio, para representar a cidade no dia 8 de outubro, na segunda fase do Jogos Escolares da Rede Pública 2015  (JERP), a ser disputada em Itabuna, foi negado, diretamente pelo próprio prefeito da cidade (Almir Melo).

Sou estudante e faço parte do time de futsal, que também iria participar do evento. Fico pensando para que tantos discursos sobre os jovens da cidade, se na pratica não está acontecendo isso? Qual perspectiva nossos jovens esportistas teriam assim? 

Primeiramente quase não existem eventos na cidade, e quando temos a chance de representá-la, somos impedidos, simplesmente pelo fato de um transporte, que poderia ir e voltar a noite apenas para buscar depois do evento, foi negado a nós.

Ainda foi cogitado o pagamento de uma diária para tal motorista, mas não conseguimos sensibilizar o poder público municipal.

Me sinto triste não só por mim sim, mas por todos os estudantes que iriam participar do evento e representar com orgulho a cidade.  

Vejo o senhor Almir Melo falar que os jovens e as crianças são o futuro do país, e que o seu mandato valoriza o esporte, porém não é isso que vejo.

Isso mostra como sonhar em Canavieiras é um copo de água no deserto!”

A COROA DE JESUS

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Sempre fui tomado de um sentimento estranho ao ver as imagens de Jesus, e de sua mãe, Maria, mostrando-os coroados, com este adereço as vezes mal colocado sobre a cabeça, denunciando que foi posto ali depois da imagem pronta, pouco se integrando à roupagem original de ambos.

Teriam sido rei e rainha? Não, positivamente não! Mas quando criança, diziam-me que Jesus era rei e que Maria era a rainha das mulheres. Esta explicação era mais do que suficiente para uma cabecinha infantil.

Cresci e após muitos anos passei a reparar, nas representações das Igrejas Cristãs mais diversas, como se apresentavam as roupas de Jesus: Este quase sempre com um manto púrpura, de um vermelho fidalgo, imponente, de ostentação; e com relação a Maria, observa-se a aplicação desta mesma concepção de luxo, com manto de grosso veludo e suntuosa cor. Em ambos, muitas vezes, há nas barras das roupas uma franja bordada a fios de ouro, da mesma forma que se usava nos trajes de reis, imperatrizes e príncipes do mundo, até bem pouco tempo atrás.

A representação que vemos é tão historicamente falsa quanto, sobretudo, enganosa do ponto de vista da imagem de riqueza e poder mundanos que induz aos observadores.

Jesus foi um homem extremamente simples e sem posses materiais. Vivia entre pescadores e pessoas do povo, conversava com pobres, crianças e idosos. Viajava a pé. Não tinha casa, hospedando-se onde podia, muitas vezes de favor. Só uma única vez a Bíblia registra que tenha se utilizado de montaria, quando da entrada em Jerusalém, uma semana antes da crucificação. Teria sido a primeira e última vez.

Se Jesus, o Mestre, o Rabi, seguido por doze apóstolos e uma multidão, nada tinha para si, muito menos haveria de ter sua pobre e idosa mãe.

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dom eduardo

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