Ato está marcado para sábado 9h na praça Cairu

85 cidades brasileiras, incluindo 25 capitais, já confirmaram ato de protesto marcado para sábado (29) contra o governo de Jair Bolsonaro (sem partido).  Na Bahia, o ato acontecerá em Ilhéus e Salvador.

Essa é a primeira vez que grupos como entidades sindicais e movimentos sociais, além de movimento estudantis convocam manifestações de rua contra o presidente durante a pandemia.

Desde janeiro, vem ocorrendo carreatas e panelaços  pelo impeachment de Bolsonaro e atualmente, grupos de esquerda, com reivindicações diversas, ainda se dividem sobre os riscos de os atos acabarem agravando os casos de covid-19 justamente no momento em que a doença ameaça uma terceira onda.

Por isso, o material de divulgação da convocação para os atos reforçam a recomendação do uso de máscara PFF2 (ou N95 por baixo da máscara de pano), além de álcool em gel e distanciamento físico. Em Ilhéus, a recomendação também é para que os manifestantes não abracem ou beijem pessoas durante o ato, e evitem compartilhar objetos pessoais, água e alimentos.

O ato está marcado para começar às 09h e irá sair em caminhada da praça Cairu, centro de Ilhéus.  Os grupos organizadores também pedem que quem vá participar, leve máscaras extras para outras pessoas que necessitam e 1kg de alimento não perecível.

As pautas dos atos incluem diversas demandas, como o impeachment de Bolsonaro, a volta do auxílio emergencial de R$ 600, a ampliação das vacinas disponíveis, o fim da violência contra a população negra e a suspensão de cortes de verbas na Educação, das privatizações e da reforma administrativa.

As manifestações ocorrem no momento de maior fragilidade política de Bolsonaro, amplamente criticado por sua condução da pandemia e pela deterioração da economia brasileira. E enquanto ocorre a CPI da Pandemia.

Segundo a mais recente pesquisa do instituto Datafolha, de 11 e 12 de maio, a aprovação do presidente atingiu o patamar mais baixo de seu mandato. Ao todo, 24% da população considera o governo ótimo ou bom, uma queda de seis pontos percentuais em relação a março.