Policial militar Weslei Soares estava armado com um fuzil.
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)

A procuradora-geral de Justiça, Norma Cavalcanti, do Ministério Público da Bahia (MP-BA), determinou, nesta terça-feira (30), que três promotores fiquem responsáveis pelo inquérito que apura a morte do policial militar Wesley Soares Góes, neste domingo (28), no Farol da Barra, que devem adotar “as providências que se fizerem necessárias à elucidação dos fatos”.

Os escolhidos foram Ana Rita Cerqueira Nascimento, titular da 4ª Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, Maurício Cerqueira Lima, titular da Promotoria de Justiça Militar, e Luciano Santana Borges, titular da Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial, Defesa Social e Tutela Difusa da Segurança Pública.

Wesley Soares foi morto a tiros, neste domingo, após disparar contra policiais do Batalhão de Operações Especiais da Bahia (Bope). Antes disso, ele chegou ao ponto turístico da capital baiana portando armas de alto calibre, pintou o rosto e disparou tiros para cima. Foram mais de três horas de negociações com os agentes, até a troca de tiros.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o soldado alternava momentos de lucidez com acessos de raiva, acompanhados de disparos. Além dos tiros de fuzil, o soldado arremessou grades, isopores e bicicletas, no mar. “Aproximadamente às 18h35, o soldado verbalizou que havia chegado o momento, fez uma contagem regressiva, quando iniciou os disparos contra as equipes do Bope”, disse a Secretaria.

“O nossos objetivos primordiais são preservar vidas e aplicar a lei. Buscamos, utilizando técnicas internacionais de negociação, impedir um confronto, mas o militar atacou as nossas equipes. Além de colocar em risco os militares, estávamos em uma área residencial, expondo também os moradores”, declarou o comandante do Bope, major Cledson Conceição. Informações Bocão News.