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Em média 1.540 pessoas morreram de covid-19 no Brasil por dia nesta semana, o maior número de toda a pandemia. Com isso, o país completa uma sequência de dez dias seguidos de recordes na média móvel de óbitos, segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

Com esses números, o Brasil consolida uma segunda onda muito mais mortal do que a primeira. Além dos dez dias de recorde, já são 47 dias consecutivos de média móvel acima de mil óbitos. Na primeira onda, este fenômeno se repetiu por 31 dias seguidos, até os dados entrarem em queda.

Segundo avaliam especialistas, o novo pico da pandemia no Brasil começou a se desenhar por volta de novembro, logo após o relaxamento das medidas de restrições em diversos estados e com uma sequência de feriados. A curva de óbitos então disparou a partir das festas de fim de ano e vem batendo recordes desde o fim de fevereiro.

Na primeira onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 1.554 (19/7)

  • Maior média móvel de óbitos: 1.097 (25/7)

  • Maior período com média acima de mil: 31 dias

  • Maior número de óbitos em uma semana: 7.679 (de 19/7 a 25/7)

 Na segunda onda:

  • Maior número de mortes em 24 h: 1.840 (3/3)

  • Maior média móvel de óbitos: 1.540 (8/3)

  • Maior período com média acima de mil: 47 dias.

  • Maior número de óbitos em uma semana: 10.183 (de 28/2 a 6/3).

Os altos números também trouxeram um novo fenômeno: é a primeira vez desde o início da pandemia que o Brasil registra mil óbitos em 24 horas por uma semana inteira. O máximo que o Brasil havia visto até então foram cinco dias consecutivos nessa situação.

Geralmente, aos fins de semana os números registrados pelas secretarias costumam ser menores devido à redução das equipes de trabalho. Por isso, era comum os números ficarem abaixo de mil nos fins de semana e na segunda-feira e voltavam a explodir na terça-feira. No entanto, com os altos números registrados na última semana, os números de sábado, domingo e hoje foram, respectivamente: 1498, 1054 e 1114. [UOL]