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Reduzir a desigualdade no Enem e proteger a saúde dos estudantes são dois efeitos de medidas propostas por deputados de campos opostos, como Alexandre Frota, ex-PSL, atual PSDB, e a baiana Alice Portugal, do PCdoB.

A insistência do governo federal em manter o Enem em novembro levou à união de parlamentares, pois a pandemia gerou necessidade de estudos por internet, mas a inclusão digital avança a passos lentos, gerando desigualdade de acesso aos conteúdos.

Já a questão da aglomeração, inevitável na realização de provas presenciais, é um dos fatores de contágio do coronavírus, daí a importância da proteção de milhares de vidas, observada pelos deputados, nas propostas de projeto de decreto legislativo.

A deputada Alice Portugal apresentou o projeto de lei 2.623 para garantir a realização das provas, mas somente após o período de emergência sanitária, ainda indefinido em razão dos incessantes recordes de óbitos, dia após dia, devido à pandemia no Brasil.

– É inaceitável considerar que os estudantes estejam em iguais condições. O ministro da Educação confirmou que o governo não adiará o Enem, baseando-se em estatísticas incoerentes com a realidade, manifestou-se a parlamentar, em tom de indignação.

Alice se diz preocupada com a situação de milhares de jovens brasileiros pois, segundo dados de sua assessoria, 56% dos lares de famílias de baixa renda não têm conexão com a internet.

Pelo menos 20 países já seguiram a proposição de adiamento ou cancelamento do exame equivalente ao Enem, devido à necessidade de preservar vidas, de acordo com o valor maior proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS).