Miliciano é acusado de envolvimento no assassinato de Mariele e possui relações com a família Bolsonaro

O ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro Adriano Magalhães da Nóbrega, morto em um confronto com policiais militares na manhã deste domingo (9), na zona rural de Esplanada (BA), estava escondido no sítio do vereador do PSL Gilsinho da Dedé.

Em entrevista ao G1, Gilsinho afirmou que ficou surpreso ao saber que o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estava em seu sítio, negou conhecer o miliciano e disse que o terreno deve ter sido invadido. O vereador afirmou ainda que a propriedade não tem caseiro e é cercada de arame.

“Na realidade, fui informado por um vizinho, me informando que estava tendo uma operação e perguntando se estava sabendo de alguma coisa, achando que era até assalto. Estou viajando e não tinha informação nenhuma, recebi apenas isso [inicialmente]”, declarou Gilsinho, que se filiou ao PSL pouco antes das eleições municipais de 2016.

Ele afirma que entrou em contato com um delegado da região e ficou sabendo que se tratava de uma operação da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) com equipes do Rio. Disse ainda que aguarda esclarecimentos da secretaria. Perguntado se conhecia Adriano, Gilsinho foi enfático:

“Nunca [conheci] na minha vida. Nunca falei, além das fotos que saíram na mídia nunca nem vi, nem falei, nunca tive nenhum contato, nem fui apresentado”.

Gilsinho se filiou ao PSL em 2016, quando o presidente Jair Bolsonaro ainda não estava filiado ao partido. Segundo o vereador, ele apoiou Fernando Haddad na campanha a presidente em 2018.

“Nunca fui ideologicamente afinado com o presidente. Não tenho nenhum alinhamento. Fiz campanha para o Rui Costa (atual governador da Bahia) no estado e para Haddad (Fernando Haddad, candidato à presidência pelo PT) na nacional”, afirmou o vereador, que pretende trocar o PSL pelo PSB. (G1)