Divulgação

Salvador foi a cidade baiana com o maior número de casos de Aids diagnosticados em 2018, de acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). O mês de dezembro é referência na conscientização e combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids). A condição crônica é causada pelo vírus HIV, que danifica o sistema imunológico e interfere na habilidade do organismo de lutar contra outras infecções.

Durante todo o ano de 2018 o estado da Bahia registrou 736 novos casos de Aids. A capital concentrou 313 deles. Feira de Santana, no Portal do Sertão, aparece com o segundo maior índice ao atingir os 54 casos. Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), e Teixeira de Freitas, no extremo sul, aparecem em seguida com 20 casos cada uma.

As maiores cidades do estado aparecem entre as 10 com os maiores números de casos. Não por coincidência, mas por concentrarem um maior contingente populacional.

Os dados indicam que Vitória da Conquista, no sudoeste, contabilizou 18 novos registros em 2018, e Itabuna, no litoral sul, 17 casos. O município seguinte na lista das dez cidades baianas com maior incidência de novos casos de Aids é Lauro de Freitas, também na RMS, com 14 ocorrências.

Juazeiro, no norte da Bahia, e Porto Seguro, no extremo sul, empatam com 13 registros. Por fim está Simões Filho, na RMS, que somou 11.

Na Bahia, a Sesab vai realizar durante todo o mês de dezembro ações que buscam sensibilizar a população quanto à importância do acesso à informação adequada sobre HIV, sobre a evolução dos métodos de prevenção e de tratamento.

As ações do Dezembro Vermelho buscam sensibilizar a população quanto à importância do acesso à informação adequada sobre HIV, sobre a evolução dos métodos de prevenção e de tratamento. Diversos estudos já demonstraram, por exemplo, níveis indetectáveis de HIV no organismo de uma pessoa que vive com o vírus e esteja em tratamento antirretroviral significa que o vírus deixa de ser transmitido a outras pessoas. Este é um passo importante para que se consiga cumprir o compromisso, assinado na Declaração de Paris, de acabar com a epidemia de AIDS enquanto ameaça à saúde pública até 2030.

Segundo dados mais recentes do UNAIDS, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS, cerca de 37,9 milhões de pessoas viviam com HIV em todo o mundo até dezembro de 2018 e, destas, 24,5 milhões tinham acesso à terapia antirretroviral – medicamentos capazes de salvar vidas – até junho deste ano. Apesar deste enorme avanço, o mundo ainda registrou 1,7 milhão de novas infecções em 2018 e 770 mil mortes em decorrência da AIDS. Na Bahia, até setembro deste ano, 455 pessoas vieram a óbito por causa da doença. Em 2018, esse número foi de 574 e, em 2017, 623 óbitos foram registrados.