A radialista Laudicéa Carvalho faz parte de uma minoria no país que é altamente discriminada e que sequer é reconhecida e organizada como uma minoria. Os chamados obesos mórbidos. O peso do preconceito levou a profissional a procurar meios para se submeter a uma cirurgia de redução de estômago, conhecida como bariátrica. Depois de sofrer humilhações, ela relata que conseguiu realizar o procedimento, graças ao apoio do Ministério Público, na época.

Hoje, Laudicéa luta para garantir o acesso de pessoas com essa doença. Por isso, reuniu-se com um grupo de pessoas com o mesmo problema, para fundar uma associação que garantisse a assistência à saúde. Surge então a Associação Beneficente para Pessoas com Obesidade de Ilhéus e Região (ABIR). A cerimônia de fundação ocorreu na tarde desta terça-feira (11), na sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), com a presença do prefeito Mário Alexandre.

Apoio – “A iniciativa de hoje parte do anseio de milhares de pessoas ao longo desses anos e que nunca foi feito e sequer apoiado. A obesidade é considerada uma doença crônica, um estado anormal de saúde. Já atendi muitos pacientes que sofriam desse mal, resultando em problemas ortopédicos. Já alinhamos as estratégias com o Hospital de Ilhéus, Procuradoria e com o Ministério da Saúde, para realizar as cirurgias bariátricas”, comemorou Mário Alexandre.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que pelo menos 1 bilhão de pessoas apresente excesso de peso, das quais, 300 milhões são obesos. Laudicéia, agora é presidente da ABIR. Ela conta que a cirurgia mudou sua vida e que já incluiu 120 pessoas no programa de cirurgias. “O drama vivido vai assegurar o auxílio nas cirurgias bariátricas, a partir de julho, com o apoio do mestre na área, Dr. Nilson Ribeiro”, revela Carvalho.

A doença – É fácil identificar a obesidade mórbida. Basta dividir o peso da pessoa por sua altura elevada ao quadrado. Se o número encontrado estiver acima de 39, a obesidade mórbida existe – e com ela os possíveis problemas de saúde relacionados, associado ao excesso de gordura corporal e atualmente considerada uma epidemia global. Vale salientar que, por mais que lutem por meio de dietas ou afins, nem sempre essas pessoas conseguem emagrecer.