Parque Natural Municipal da Boa Esperança. FOTO: José Nazal

Ilhéus está entre as quatro cidades brasileiras que vai participar do encontro anual da Plataforma Global para Cidades Sustentáveis (GPSC), em Washington, DC, promovido pelo Banco Mundial e o Fundo Global para o Meio Ambiente (Global Environment Facility).

O projeto reúne 27 cidades de 11 países para o desenvolvimento e implementação de uma agenda de financiamento e planejamento urbano integrado. A abertura do fórum está prevista para quarta-feira (8) e contará com a participação do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre.

Além de Ilhéus (única cidade do Norte-Nordeste), participam as cidades de Cascavel (PR), Anápolis (GO) e Jaguariúna (SP). Dentre os presentes, muitos fazem parte do projeto GEF-6, que fomenta iniciativas para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas ao redor do mundo. Durante o fórum, devem ocorrer eventos paralelos, em que os participantes podem compartilhar boas práticas em planejamento urbano sustentável, políticas públicas e visões sobre sustentabilidade urbana. Os custos totais da viagem internacional e estadia no exterior são por conta do Banco Mundial.

Desafios – O prefeito ilheense se reunirá com especialistas de instituições financeiras, organizações internacionais, agências da ONU, líderes da iniciativa privada e de organizações da sociedade civil. “Temos uma biodiversidade incrível, e por isso, queremos preservá-la. Irei apresentar Ilhéus como uma cidade sustentável, mostrando os principais desafios para conservar o que temos, dentro da agenda do plano de Desenvolvimento Urbano Verde, a fim de se tornar uma cidade piloto”, sublinha Mário Alexandre.

Na visão do gestor, o que credencia a cidade a participar dessa agenda global, é sua grandeza de capital natural. “Foi classificado pela Unesco como um município verde, onde se encontra o maior parque urbano natural do país de mata primária, o Parque Natural Municipal da Boa Esperança, além de outras áreas que possuem espécies endêmicas da fauna e da flora, e certamente, queremos o apoio do Banco Mundial para cumprir esses desafios”, completa o prefeito.

Além do Parque Natural Municipal da Boa Esperança, fazem parte do complexo de capital natural de Ilhéus; Parque Municipal Marinho Pedra dos Ilhéus; Corredor Ecológico Lagoa Encantada – Serra do Condurú; APA da Lagoa Encantada e Rio Almada; Parque Estadual da Serra do Condurú (PESC); Reserva de Vida Silvestre de Una (REVIS). Fazem parte do conjunto natural, as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) e as históricas fazendas de cacau.

Investimentos – A atual gestão colocou em prática propostas que vão desde o incentivo à utilização de novos modais de transporte, como a bicicleta, com a implantação do sistema binário de trânsito nas avenidas Litorânea Norte e ACM, no norte da cidade, implantação de corredores exclusivos para transportes de cargas e passageiros, além da criação de ciclovias e estacionamentos. Tudo isso diz respeito ao direito de se deslocar pela cidade e acessar os diversos serviços que ela oferece.

Orla Sul – O cenário de desenvolvimento combina as ações, organizando o crescimento da cidade, a sua infraestrutura e mobilidade urbana. A zona sul de Ilhéus ganhou uma nova Orla. O Projeto de revitalização e urbanização Orla Sul está em fase final e deve fomentar ainda mais o turismo e melhorar a qualidade de vida da população. O projeto inclui obras de pavimentação asfáltica, drenagem de vias, calçada e ciclovia, além de agregar um moderno sistema de iluminação pública de LED.

Nova ponte – A primeira ponte estaiada da Bahia ligará a Orla Sul à Orla Norte, da praia do Cristo ao Morro de Pernambuco, vai beneficiar milhares de moradores e visitantes. Com investimento de quase 100 milhões de reais, o equipamento está em fase de conclusão. Seu comprimento será de 533 metros e a largura de 25,30 metros, com quatro pistas de rolamento para veículos, uma ciclovia e faixa para pedestre e um sistema viário de acesso ao Porto de Malhado, Distrito Industrial e ao futuro Porto Sul.

Programa de metas – Ilhéus foi a terceira cidade do Brasil a ter a Lei do Plano de Metas como uma obrigatoriedade estabelecida em sua Lei Orgânica (art. 73, Emenda de Junho de 2008). Entretanto, pela primeira vez está sendo cumprida por um gestor municipal. A agenda pretende atender à Lei Orgânica; cumprir os compromissos assumidos pelo prefeito, junto ao Programa Cidades Sustentáveis (PCS), em 2016, e implementar a municipalização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Preservação – Na rota da consolidação dos processos de conservação, o município iniciou um inventário arbóreo e plantio de mil mudas nativas, em parceria entre a Prefeitura e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB). No bojo de solicitações, a implantação do Programa de Serviços Ambientais para conservação, através de atividades de planejamento para intervenção na paisagem, conservação das águas da Bacia Hidrográfica do Iguape, além de investimento no Plano Municipal de Recuperação da Mata Atlântica e do Plano de Saneamento Básico