Em Ilhéus, uma Tartaruga verde (espécie ameaçada de extinção) foi encontrada morta após se prender em rede de pesca.

O Projeto (a)mar – um “a” na frente e o mar fica maior, alerta para o aumento das mortes de tartarugas marinhas no litoral sul da Bahia.

A Bióloga e Coordenadora do Projeto “a” mar, Stella Tomás, comenta que durante esse feriadão da Semana Santa, foi registrado 03 mortes de tartarugas marinhas na área de atuação do Projeto. Sendo que as causas paras as mortes foram diferentes.

Várias são as causas de mortes de tartarugas marinhas juvenis e adultas, entre elas:

* emalhes incidentais em rede de pesca (seja de espera, de arrasto e fantasmas).

* ingestão de detritos industriais (principalmente plásticos).

* colisões incidentais com embarcações.

* enfermidades viróticas, bacterianas e parasitárias.

Segundo o Médico Veterinário e Sub-Coordenador do Projeto (a) mar, Wellington Laudano, as tartarugas marinhas mortas neste feriadão foram encontradas nas seguintes localidades e com diferentes “causas mortis”. São as seguintes:

* na sexta dia 19.04.2019, uma tartaruga verde (Chelonia mydas) juvenil na Praia de Moreré (Ilha de Boipeba), no município de Cairu/Bahia. Causa: colisão com embarcação. Provavelmente Jet ski, utilizado de forma indevida em área de alimentação da espécie. 

* no sábado dia 20.04.2019, uma tartaruga verde (Chelonia mydas) juvenil na Praia da Avenida Soares Lopes, no município de Ilhéus/BA. Causa: emalhe incidental em rede de pesca. Duas embarcações haviam retirado redes de espera colocadas de forma negligente na área do encalhe. 

* no domingo dia 21.04.2019, uma tartaruga verde (Chelonia mydas) juvenil na Praia de Lençois, no município de Una (BA). Causa: acometida por fibropapilomatose, oriunda da contaminação química por resquícios de pesticidas e agrotóxicos. 

A bióloga Stella Tomás, confirma que já foram registrados 63 encalhes de tartarugas marinhas desde o inicio do ano na região sul da Bahia. E que a maioria das mortes se dá pela interação antrópica. Ela frisa: “O Homem tem que ter a consciência e o respeito pelo meio ambiente. Tratar ele de forma mais humana e menos negligente”.

Devemos ter mais cuidado e mais amor para com a fauna marinha e a natureza. O planeta Terra, a sua maior parte é água. A educação ambiental, a fiscalização por parte dos órgãos responsáveis e a humanização da comunidade são medidas mitigadoras para as gerações futuras, ressalta o Médico Veterinário Dr. Wellington Laudano.

Contato para emergências da fauna marinha, pode entrar em contato com o Projeto (a)mar pelo telefone/ whatsapp (73) 99812-2850. Visitem nossas redes sociais @projeto.amar.ba (instagram e facebook).