Baleia cachalote anã foi encontrada encalhada na praia do “Me Ache”, em Ilhéus.

O Projeto (a)mar – um “a” na frente e o mar fica maior, registrou na manhã desta segunda-feira (22.04.2019) o encalhe de um Cachalote Anã (Kogia sima), na Praia do Me Ache, no município de Ilhéus/Ba.

Segundo a Bióloga e Coordenadora do Projeto (a)mar, o cachalote-anão (Kogia sima) é uma das três espécies de cachalotes existentes no mundo, e ficou popularmente conhecida como baleia por causa do romance “Moby Dick”, no entanto o mamífero pertence a família dos golfinhos. Portanto é um cetáceo. Normalmente não são muito observadas e a maioria das informações vem de espécimes que encalham nas costas brasileiras e mundiais.

O cachalote-anão é a menor de todas as cachalotes. Crescem em média até aos 2.7 metros de comprimento e podem pesar até 250 kg, o que torna esta espécie  mais pequena que os maiores dos golfinhos Apresentam movimentos lentos e deliberados sem produzir muito ruído ou espuma e geralmente mantém-se imóvel quando sobe à superfície do mar. Assim, só pode ser observada em mares muito calmos.

Segundo o Projeto (a)mar, já houve encalhe desse animal nas Praias de Ilhéus. E que a mais de 05 anos, não havia registro de morte desse cetáceo. A “causa mortis” do animal ainda é desconhecida, segundo o Médico Veterinário e Sub-Coordenador do Projeto (a)mar, Dr. Wellington Laudano. O mesmo ressalta que o animal tinha cerca de 01 metro de comprimento e não foi possível identificar o sexo , e que os cachalotes anãs prefere águas profundas, mas ainda assim é uma espécie mais costeira que as demais.

As cachalotes se alimentam de lulas, polvos e peixes. Uma vez que é uma espécie mais costeira que as demais cachalotes, pode ser mais vulnerável às interferências humanas, como a pesca e a poluição, afirma a bióloga Stella Tomás.

De acordo com o Médico Veterinário, Dr. Wellington Laudano, o Projeto (a)mar monitora toda a fauna marinha do sul da Bahia. E que esse registro raríssimo em nosso litoral, nos dá alguns indicativos de rotas e migrações e até mesmo de um possível berçário dessa espécie em nosso estado. Mas que são necessários estudos e pesquisas científicas para confirmar tal hipóteses.

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