Assembléia geral decide nesta quinta-feira (4) a deflagração da greve. FOTO: ADUSC

Com o estado de greve atualmente aprovado pelas assembleias docentes, o Fórum das ADs reuniu-se em nesta sexta-feira (29) para discutir a deflagração da greve nas Universidades Estaduais da Bahia – Ueba.

Diante do silêncio do governo, mesmo durante o Estado de Greve, o indicativo do Fórum é que a deflagração do movimento paredista seja pautado em caráter de urgência pela categoria. 

O encaminhamento do Fórum é que os (as) professores (as) deliberem sobre a deflagração da greve nas assembleias docentes que ocorrerão no próximo dia 4 de Abril (quinta-feira) a partir das 14h.

As assembleias acontecerão simultaneamente nas quatro universidades. Com a deflagração da greve, o prazo jurídico para a paralisação completa das atividades acadêmicas é a partir das 72h após a aprovação em assembleia.

Na oportunidade, as direções das ADs fizeram uma avaliação sobre o Estado de Greve. De acordo com as diretorias, a indignação dos (as) professores (as) hoje é uma realidade comum na Uefs, Uneb, Uesb e Uesc. Os principais pontos de insatisfação são os ataques ao Estatuto do Magistério Superior, arrocho salarial, restrição aos direitos trabalhistas e contingenciamentos orçamentários das universidades.

“A nossa categoria está bastante indignada com a forma como o governador Rui Costa trata os docentes e as Universidades Estaduais. É um completo descaso e falta de respeito. Estamos há três anos tentando negociar com o governo. Infelizmente, a resposta que ele nos dá sãos mais ataques e retirada de direitos. Com todas as nossas tentativas de diálogo se esgotando, a única alternativa que o governo nos dá é a greve. O movimento docente honrará a sua tradição combativa e não recuará em na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou Sérgio Barroso pela coordenação do Fórum das ADs.

FONTE: ADUSC