Equipes da Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Trânsito de Ilhéus (Seintra) intensificaram nos últimos dias os serviços de sinalização, criação de faixas exclusivas para transporte público, ciclovias e instalação de abrigos de ônibus nas avenidas Litorânea Norte e Antônio Carlos Magalhães (ACM), no bairro Malhado. As ações fazem parte de um amplo projeto de viabilidade urbana que a Prefeitura Municipal executa desde o ano passado, em vários trechos da cidade.

Segundo explica o superintendente municipal de Trânsito, Gilson Nascimento, o projeto de reordenamento viário das duas avenidas obedece ao novo conceito de mobilidade urbana, que garante prioridade para ciclovias e os transportes de massa e de serviços. “Nesse sentido, as Avenidas Litorânea e ACM passam a ser um binário de trânsito, ou seja, uma mão de ida e a outra de volta. O que possibilitará a inclusão do corredor exclusivo de transportes de serviço e a ciclovia, bem como estacionamento de um dos lados da via”, enfatiza.

Alterações – A Litorânea passa a ter sentido único para quem vem do centro e se dirige ao norte. Na ACM, a mão única é sentido norte x centro – mas apenas no trecho entre a rotatória e o trevo da bifurcação com a Litorânea. Continua mão dupla entre o Parque Infantil e a rotatória e do trevo até o cruzamento com a Rua Prof. Milton Santos (em frente ao Posto Ipiranga), em direção ao centro da cidade.

Estudos recentes do observatório da mobilidade revelam que 70% das pessoas se locomovem a pé, por ciclovia e por transporte público, e os outros 30% utilizam veículos. Mesmo assim, 80% das vias são projetadas para os veículos e apenas 20% para os outros usuários.

“Essa revolução no trânsito é certo que mudará a vida de muita gente. Algumas não ficarão satisfeitas, em razão do pensamento individualista. Porém, esse projeto beneficiará milhares de pessoas que terão confiança em pegar suas bicicletas para se locomover e os que utilizam ônibus nos corredores exclusivos e poderão chegar mais cedo ao trabalho e em casa, se livrando dos engarrafamentos” justifica Gilson Nascimento.