Apoio do PSL à Rodrigo Maia (DEM) desagradou parte da esquerda, que prepara candidatura de oposição de Marcelo Freixo (PSOL). FOTO: G1

Em campanha para se reeleger na presidência da Câmara, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) conseguiu nesta quarta-feira, 2, o apoio do PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, e do PRB. O PSDB indicou que também estará ao lado do deputado do DEM na disputa que acontece no dia 1.° de fevereiro.

O apoio da direita à candidatura de Maia, provocou atritos dentro de parte da esquerda que apoiava a reeleição do candidato do DEM e, com isso, o PSOL já colocou à disposição o nome do deputado eleito Marcelo Freixo (RJ).

O avanço de Maia foi bem recebido pelo mercado e pelo novo governo e visto como força para a votação de reformas, especialmente a da Previdência. O acordo com o PSL foi fechado após uma reunião de Maia com o deputado Luciano Bivar (PE), presidente da sigla. Ao Estado, Bivar disse que o partido, que tem 52 deputados eleitos, vai comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), de Finanças e a segunda-vice-presidência da Câmara.

A divulgação do acordo desagradou a parte da bancada do PSL, mas surtiu um efeito imediato no cenário político. O PRB retirou a candidatura do deputado João Campos e declarou apoio a Maia. Em seguida, o líder do PSDB na Câmara, Nilson Leitão (MS), reconheceu que os tucanos devem seguir o mesmo caminho.

O reflexo na área econômica do novo governo ocorreu no mesmo dia em que o ministro da Economia, Paulo Guedes, recebeu o cargo com a promessa de que a reforma da Previdência será “o primeiro e maior desafio a ser enfrentado”.

 Após o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, anunciar apoio à candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara, parlamentares de partidos de esquerda reagiram e passaram a costurar uma candidatura de oposição. Os dirigentes do partido passaram, inclusive, a conversar com PT, PCdoB e PDT para tentar consolidar uma chapa contra Rodrigo Maia.

Até agora, Maia contava com o apoio de parlamentares da esquerda, mas o anúncio do partido de Bolsonaro à candidatura dele irritou parte dos deputados. Ao todo, PT, PCdoB, PDT e PSOL elegeram 103 deputados.