Presidente do COAF Antonio Carlos Ferreira de Souza

O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou 5.991 operações suspeitas na Bahia desde o início deste ano. Mais da metade delas se refere a movimentações bancárias realizadas no estado e comunicadas ao Coaf pelo Banco Central.

Em segundo lugar, está o setor de transporte e guarda de valores em espécie, com 852 casos, seguido pelas transações envolvendo o mercado de seguros, com 850. Logo abaixo, estão os segmentos de Previdência complementar (670), cooperativas de crédito (185), cartões de crédito (184) e compra e venda de ações (105). A Unidade de Inteligência Financeira do Coaf identificou ainda casos suspeitos em negociações com bens de luxo ou alto valor (28), corretoras de câmbio (24) e premiações de loteria (8).

Big Brother
As comunicações suspeitas recebidas pelo Coaf foram os instrumentos que permitiram identificar movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão na conta de um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL).

Batata quente
No total, os casos registrados na Bahia pelo órgão de controle do Ministério da Fazenda deram origem a 1.067 Relatórios de Inteligência Financeira. Tais documentos contêm análises detalhadas sobre eventuais indícios de lavagem de dinheiro. Os relatórios são enviados pelo Coaf para instâncias responsáveis por investigar crimes contra a ordem financeira, como Polícia Federal, Receita e Ministério Público.