Várias cidades da região cacaueira estão em alerta ou risco de surto.

A Bahia tem 255 cidades em situação de alerta ou risco de surto de dengue, zika e chikungunya, segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (12) pelo Ministério da Saúde.De acordo com o órgão, os dados são resultado do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) deste ano.

Das 255 cidades destacadas no estado, 186 estão em alerta e outras 69 estão com risco de surto das doenças e a maioria delas estão localizadas no Sul da Bahia com Ilhéus (6,9), Itabuna (8,6) e Ibicaraí (12,8) sendo das cidades que apontaram altos Ìndices de Infestação Predial (IIP), que mede o risco de contagio das doenças. Outras cidades  da região cacaueira como Buerarema, Coaraci, Itajuípe e Uruçuca também estão em situação de risco.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, na Bahia, a maior parte dos criadouros foi encontrada em depósito de água (5.427), seguida de depósitos domiciliares (1.735) e lixo (490).

Até 10 de novembro, foram notificados 228.042 mil casos de dengue em todo o país – um pequeno aumento em relação ao mesmo período de 2017, quando foram contabilizados 226.675 mil casos. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 109,4 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 21% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 173 mortes em 2017 para 136 neste ano.

No mesmo período, foram notificados 82.382 mil casos de chikungunya em todo o país – redução de 55% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram contabilizados 183.281 mil casos. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 39,5 casos/100 mil habitantes. Em comparação ao número de óbitos, a queda é de 81% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 189 mortes em 2017 para 35 neste ano.

Também foram notificados 7.544 mil casos de zika em todo o país – redução de 54% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram contabilizados 16.616 mil casos. A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 3,6 casos/100 mil habitantes. Neste ano, foram dois óbitos por Zika.