Imagens: Divulgação SSP.

Oito em cada dez bandidos listados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) como os mais perigosos da Bahia atuam no interior. O levantamento foi realizado com base no Baralho do Crime, ferramenta do governo que reúne os 52 homens e mulheres mais violentos do estado. A maioria é procurada por envolvimento em homicídios e com o tráfico de drogas.

Na semana passada, a SSP-BA anunciou a atualização de 11 das 52 cartas. Feira de Santana lidera a lista dos municípios interioranos com o maior número de bandidos de alta periculosidade. São cinco procurados. A cidade fica atrás apenas de Salvador, com 10. Feira é seguida por Candeias (4), Jequié (4), Teixeira de Freitas (3) e Vitória da Conquista (3). Ilhéus também aparece no radar investigado pelo Correio.

O Baralho do Crime foi criado para estimular a população a ajudar a polícia na busca dos criminosos mais procurados pela polícia. Ele é atualizado conforme as prisões e mortes dos integrantes da lista.

William Santos Santana, o Choquito, por exemplo, foi preso no final do mês passado em Eunápolis, no Sul do estado. Ele era o Rei de Espadas do baralho e foi substituído por Edson Valdir Souza Silva, suspeito de ter matado cinco pessoas em Maiquinique, no Sudoeste, por disputas pelo tráfico de drogas na região.

Apesar de uma operação especial organizada por policiais da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Itapetinga) para prendê-lo, ele fugiu e entrou para o baralho na semana passada.

Distribuição por cidades e por sexo.

Em nota, a SSP-BA ressaltou que o baralho foi criado em 2011 para expor, de uma forma diferente, os criminosos mais procurados. “Nestes sete anos, 108 criminosos foram capturados e 42 terminaram morrendo em confronto”, diz a nota.

A pasta também afirmou que muitos dos integrantes do baralho acabam buscando esconderijos em áreas rurais do interior ou em outros estados, tentando escapar da polícia. “A SSP destaca ainda que a média de elucidação da Polícia Civil da Bahia está acima da nacional e que o trabalho, em alguns casos envolvendo alvos do Baralho, é realizado em conjunto com outras forças”, conclui a nota.

FONTE: Correio da Bahia