Imagem com a arma circulou nas redes sociais.

A PF realizou na manhã de ontem, três ações simultâneas para investigar e coibir crimes relacionados às eleições de 2018: um mandado de busca e apreensão no Paraná e a lavratura de dois Termos Circunstanciado de Ocorrência em São Paulo e Sergipe.

A operação tem como objetivo aprofundar as investigações sobre vídeos que circularam recentemente nas redes sociais e decorre do trabalho de acompanhamento efetuado pela PF para identificar e afastar possíveis ameaças ao processo eleitoral de 2018.

Os investigados poderão responder, no caso do Paraná, pelos crimes de violação de sigilo do voto e porte ilegal de arma; e no caso de Sergipe e São Paulo pela incitação de crime contra candidatos.

O monitoramento de vídeos nas redes sociais é um dos focos do Centro de Comando e Controle da Polícia Federal no processo eleitoral.

Para chegar aos autores das postagens a PF usou uma técnica específica. Os policiais identificaram as características faciais e compararam com as fotos em bancos de dados oficiais, usando técnicas precisas como avaliação de cicatrizes, saliência de ossos, rugas e que permitem a identificação.

Segundo Guilherme Torres, delegado da Diretoria de Inteligência da PF, seria possível identificar o envolvido mesmo se fosse um vídeo de alguém que não mostrasse o rosto. “Até mesmo uma mão que tiver segurando uma arma, por exemplo, a gente tem condição de comparar aquela mão da postagem com a mão que apareceu na foto oficial”, disse.

“Todas as ações da internet, assim como no mundo real, elas tem consequências. E a PF mantem esse monitoramento em redes sociais abertas e a gente utiliza ferramentas que possibilitam identificar pessoas”, conclui o delegado.