FOTO: Divulgação

O deputado federal Cabo Daciolo (Patriota-RJ) pediu nesta quarta-feira (10) à presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, a anulação do primeiro turno das eleições e a adoção do sistema de cédulas. O parlamentar, que concorreu à Presidência da República, aponta que no último domingo (7) “inúmeras denúncias de mau funcionamento” e de “adulteração de grande contingente de urnas” surgiram em todas as regiões do país.

Daciolo encerrou o primeiro turno da eleição presidencial em sexto lugar, com 1,3 milhão de votos (1,26% do total), à frente do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles (MDB) e da ambientalista Marina Silva (Rede).

“A imprensa noticia que foram substituídas 2,4 mil urnas no primeiro turno, este número é exemplificativo de grave falha no sistema, seja por irregularidade técnica ou seja pelo indício de fraude, haja vista que certamente essas urnas que foram recolhidas refletem uma irregularidade sistêmica de grandes proporções que certamente não foi detectada”, alega o parlamentar em sua petição.

“Há a lei das eleições, que é a 9.504/97, que coloca uma coisa muito clara: quando tem fragilidade nas urnas eletrônicas, quando é comprovado que existe fraude, a insegurança jurídica, é necessário que o TSE, em caso excepcional, faça a votação em cédulas. Apresentamos provas” afirmou via redes sociais.

Indagado sobre a neutralidade no segundo turno, Cabo Daciolo fez críticas aos candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). “Um prega o comunismo e está querendo fazer do Brasil uma Venezuela. O outro quer liberar tudo, quer colocar arma na mão de todo mundo, privatizar tudo, ‘bandido bom é bandido morto’. Bandido bom é lavado e remido no sangue do senhor Jesus, transformado. Então nem Haddad, nem Bolsonaro! Eu não voto no menos pior. Eu voto no ideal. O ideal hoje para a nação se chama Cabo Daciolo!”, disse o parlamentar.

“Nós não nos unimos com o menos pior. Daciolo não tem no vocabulário dele o ‘menos pior’. A aliança de Cabo Daciolo e de Suelene Balduino [candidata a vice] é com Jesus Cristo, com o amor. Não pregando religião, pregando o amor, tratar o próximo da maneira que nós gostaríamos de ser tratados”, concluiu o deputado.