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A sequência de entrevistas com os presidenciáveis realizada pelo Jornal da Globo teve ontem (18) o candidato Geraldo Alckmin como entrevistado. Durante todo o seu tempo garantiu que estará no segundo turno, defendeu sua coligação com vários partidos em nome da governabilidade e falou sobre como pretende fazer as reformas política, tributária, previdenciária e de Estado.

O candidato que, segundo pesquisa IBOPE divulgada nesta terça-feira, possui preferência de 7% do eleitorado disse que Bolsonaro é, na verdade, um caminho de volta ao PT. “Uma parte do eleitor que tá ali com o Bolsonaro tá com medo do PT. Acha que o Bolsonaro é o que pode ganhar a eleição do PT. E é o contrário. O Bolsonaro é um passaporte para a volta do PT”, diz o Alckmin.

O presidenciável defendeu que a reforma previdenciária tem preferência sobre a tributária, o que foi visto por muitos internautas que acompanhavam a entrevista via twitter como “corte de benefícios em prol dos impostos”.  Ainda considerou que os ajustes foram necessários durante seu governo na capital paulista: “Fizemos em São Paulo um ajuste fiscal. Assim, sem aumentar um imposto, tivemos superávit. Já no governo federal, tem um déficit vergonhoso. Vou fazer um grande ajuste, para eliminar o déficit e recuperar a capacidade de investimento”, considerou. 

IBOPE – As últimas pesquisas apontaram queda do candidato do PSDB, tecnicamente ele está empatado com Marina Silva (REDE) que possui 6% da preferência do eleitorado. Jair Bolsonaro (PSL) lidera as pesquisas com 28%, seguido de Haddad que teve um grande salto pós confirmação da sua candidatura e chegou a 19% da preferência do público. Ciro Gomes variou pouco e aparece com 11% das intenções de voto. Álvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) têm 2% cada um; Cabo Daciolo (Patriota), 1%; Guilherme Boulos (PSOL), Vera (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.