A flora e a fauna, os rios, os mares, morros e montanhas. Cada um dos elementos da natureza tem um papel a desempenhar. Em Ilhéus, no Sul da Bahia, está localizado o Parque Natural Municipal da Boa Esperança, situado numa área de cerca de 437 hectares, com refúgio de espécies raras e fontes de água potável consideradas de boa qualidade. Através da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável (Seplandes), a Prefeitura de Ilhéus estuda a implantação de um Centro de Vivência para fortalecimento de vínculos e o desenvolvimento de habilidades e saberes artístico-culturais e de conscientização socioambiental para toda a comunidade.

A superintendente municipal do Meio Ambiente, Joélia Sampaio, se reuniu com a Promotora de Justiça, Aline Valéria Archangelo, para tratar dos procedimentos que apuram o descumprimento de condicionantes impostas pelo conselho gestor. Na ocasião, foi assinado um Termo de Compromisso entre o Município e o Ministério Público (MP), que, por sua vez, vai acionar as construtoras Axxo e Global, responsáveis pelas obras do Hospital Costa do Cacau (entregues em 2017), e também a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) a apresentarem um projeto como cumprimento das condicionantes.

Contribuição ambiental – Impulsionados pelas boas notícias geradas através da parceria firmada com o organismo público, o secretário municipal de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável, Alisson Mendonça, e a superintendente Joélia Sampaio, visitaram a extensão da unidade de conservação. “Averiguamos o local onde será instalado o futuro equipamento. O município reconhece a necessidade de proteger áreas naturais e promover o fortalecimento dos vínculos sociais”, disse o secretário. Joélia acrescenta que a iniciativa “é uma porta que se abre para oportunizar à comunidade a conhecer o magnífico lugar e a sua contribuição ambiental para a região”.

Em maio último, o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, assinou decreto que declara de utilidade pública para fins de desapropriação, área de terras próprias próximas ao Parque da Boa Esperança. De acordo com o artigo 3º do decreto, o  município fica autorizado a promover os atos administrativos, judiciais e extrajudiciais cabíveis e necessários ao cumprimento do decreto expropriatório; ficando designada a comissão constituída, através do decreto número 49/2017, para proceder a avaliação das benfeitorias e edificações contidas no terreno.