Programa não altera o percentual de vagas ofertado para candidatos não-cotistas, que é de 60%, e nem o oferecido para negros, de 40%. Confira.

O novo sistema de cotas da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) entra em vigor a partir de 2019 e o G1 explica como o programa vai funcionar.

De acordo com a insituição, os quilombolas, ciganos, transexuais, travestis e transgêneros, além das pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades, terão direito a 5% de vagas adicionais, ou sobrevagas, como a insituição classifica.

As sobrevagas são a oferta de vagas para além das previstas no semestre, que, geralmente, são destinadas aos não-cotistas e aos negros, que recebem 60% e 40% das oportunidades, respectivamente.

Com isso, se o vestibular oferecer 40 vagas, 24 serão destinadas para a ampla concorrência e 16 serão para os cotistas negros. Contudo, com o novo sistema, serão acrescidos 5% para cada um dos grupos atendidos pela sobrevaga.

Sendo assim, seriam ofertadas mais 2 vagas para indígenas, 2 para quilombolas, 2 para ciganos, 2 para pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades e 2 para travestis, transexuais e transgêneros.

De acordo com a insitituição, o percentual ofertado para candidatos não-cotistas e para negros não sofrerá interferências.

Segundo a Uneb, o quantitativo total de vagas que será destinado para cada grupo dependerá de quantas vagas cada curso irá oferecer no vestibular 2019. Ainda não é possível prever esse número, levando em conta que as vagas ofertadas dependem do curso e departamento ao qual o candidato irá se inscrever.

Ainda de cacordo com a Uneb, para concorrer às cotas, assim como nos demais grupos, os candidatos devem ter cursado todo o segundo ciclo do ensino fundamental e o ensino médio exclusivamente em escola pública, além de terem renda familiar mensal de até quatro salários mínimos.