Unidade de saúde de Ilhéus, no sul da Bahia, informou, no entanto, que realizou todos os exames compatíveis com o quadro da paciente. Vítima foi enterrada nesta quinta.

A família da jovem de 18 anos que foi espancada pelo ex-namorado e que morreu dois dias depois dentro do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Ilhéus, após receber alta, diz que a vítima foi liberada pelos médicos do Hospital Regional Costa do Cacau, onde ficou internada por apenas um dia após as agressões, mesmo estando com o corpo ainda inchado e sentindo fortes dores.

A vítima, Adriana Oliveira Santos Nascimento, que era conhecida como “Nequinha”, foi enterrada nesta quinta-feira (21). Ela foi agredida por Masuquielves Menezes dos Santos, de 16 anos, que está sendo procurado pela polícia, na segunda-feira (18), na casa do suspeioto, e depois internada na unidade médica.

Na quarta, no entanto, teve alta e se dirigiu com a família para fazer o exame de corpo de delito no DPT, mas acabou passando mal e morrendo na sala de espera da unidade.

Uma amiga da jovem, que preferiu não se identificar, contou ainda que o hospital onde a vítima foi atendida nem chegou a fazer tomografia na jovem. “Segundo a mãe, só uma ultrassom, mas como ela tinha recebido muita pancada na cabeça, teria que ter feito uma tomografia. Não fez, não fez tomografia nenhuma”, destacou.

A certidão de óbito de Adriana informa que a causa da morte dela foi “traumatismo cranioencefálico, politraumatismo e agressão física”. A família diz que a jovem foi espancada a pauladas. “Não foi de mão não, foi de pau. Basta ver como está o corpo dela”, disse o pai de Adriana, Milton Nascimento.

O suspeito de agredir a jovem, segundo a polícia, já tem passagens por agressão contra mulher e tráfico de drogas. A prisão preventiva dele já foi solicitada pela polícia.

Adriana foi encontrada por familiares numa cama da casa dele bastante machucada. “Como é que libera uma paciente nas circunstâncias em que Adriana estava? Se ela estivesse recebendo os cuidados médicos, possivelmente ela ainda estaria aqui”, disse Indiara Rosa, outra amiga de Adriana.

A família prestou queixa sobre o crime na Delegacia da Mulher de Ilhéus. O suspeito poderá responder por feminicídio. “Adriana entra como mais uma mulher, jovem que está nos índices como vítima de feminicídio. É preciso apurar a questão do feminicídio e a questão da nelgigência médica. Então, ela sogreu dupla violência”, disse Indiara.

A direção do Hospital Regional Costa do Cacau informou, por meio de nota, que realizou os procedimentos compatíveis com ao quadro da paciente e que Adriana passou por raio-x no rosto e no tórax. A unidade disse ainda que não foi identificado nenhum dano grave e que a paciente estava lúcida, com quadros respiratório e geral estáveis e, por apresentar melhora, foi liberada. Com informações do G1.