“O objetivo é unificar cada vez mais as ações entre os programas, realizar um trabalho em conjunto com toda a rede de assistência, dinamizar os serviços e qualificar ainda mais o acesso aos direitos sociais para a comunidade”, afirma Soane Galvão, secretária de Desenvolvimento Social de Ilhéus, durante o I Seminário para Planejamento de Ações em 2018.

O Seminário contou com a participação de toda a equipe de coordenadores dos programas da proteção básica, média e alta complexidade e do Centro de Referência de Atendimento às Mulheres (CRAM), que apresentaram as propostas das ações para o ano de 2018 e a metodologia de trabalho que serão aplicadas.

Durante o evento, foi apresentado ainda o novo redesenho do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), que tem como objetivo acelerar as ações de prevenção e erradicação do trabalho infantil de acordo com o Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador.

A coordenadora do Abrigo Renascer, Adriana Montenegro, relata que em sete anos de trabalho no município é a primeira vez que foi realizado um seminário com a equipe de coordenação. “Nunca aconteceu isso, construíamos as ações apenas com a equipe técnica dos abrigos.Hoje discutimos com todos os coordenadores. É importante esse trabalho, pois conseguimos visualizar o dia a dia de cada programa e suas necessidades”, explana.

Além de realizar um planejamento estruturado, a secretaria de Desenvolvimento Socialvisagarantir a consolidação dos avanços que aconteceram durante o ano de 2017, com açõescontinuadas, criação de novas metodologias de trabalho, acompanhamento de metas,e alimentação dos sistemas para efetivar com qualidade a execução das políticas públicas sociais.

Básica Complexidade – A proteção social básica tem como objetivos prevenir situações de risco por meio do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Destina−se à população que vive em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, privação (ausência de renda, precário ou nulo acesso aos serviços públicos, dentre outros) e ou fragilização de vínculos afetivos − relacionais e de pertencimento social (discriminações etárias, étnicas, de gênero ou por deficiências, dentre outras). Os serviços são realizados através dosCentro de Referência de Assistência Social (CRAS) em conjunto com aProteção e Atendimento Integral à Família  e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.

Média Complexidade – Os serviços são executados pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas/Paefi e Creas/Medidas) e pelo Centro de Referência para População em Situação de Rua (Centro Pop). É destinado ao atendimento especializado de pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social, agravados por violação de direitos, que necessitam de proteção do Estado.

Alta Complexidade – A Proteção Social Especial de Alta Complexidade visa garantir proteção integral a indivíduos e famílias em situação de risco pessoal e social, com vínculos familiares rompidos ou extremamente fragilizados, por meio de serviços que garantam o acolhimento com privacidade, o fortalecimento dos vínculos familiares e/ou comunitário e o desenvolvimento da autonomia das pessoas atendidas.

CRAM – O Centro de Referência de Atendimento à Mulher presta acolhida, acompanhamento psicossocial e orientação jurídica às mulheres em situação de violência, como doméstica e familiar contra a mulher – sexual, patrimonial, moral, física, psicológica; tráfico de mulheres, assédio sexual; assédio moral.

As demandas da SDS são realizadas em articulação com os demais serviços do SUAS e externamente com órgãos de garantia de direitos (Conselho Tutelar, Ministério Público, defensorias, varas especializadas, dentre outros), com as políticas setoriais e com a rede socioassistencial para que a proteção se efetive.