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julho 2016
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NOTAS PARA LINHAS VERMELHAS

FABIO DI ROCHA
Fábio Rocha é mestrando no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade IAHC-UFBA, cineasta e pesquisador das artes visuais e sonoras, tem investido na expansão de um CINEMA VIVO multiplataforma; uma mistura arte performática, contranarrativas e seus registros documentais e um pouco de ficção no intermezzo entre os corpos esquizos das ruas e as entranhas de uma cidade estranha, com uso de novas tecnologias livres interativas e compartilhadas.

Fábio Rocha é mestrando no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade IAHC-UFBA, cineasta e pesquisador das artes visuais e sonoras, tem investido na expansão de um CINEMA VIVO multiplataforma; uma mistura arte performática, contranarrativas e seus registros documentais e um pouco de ficção no intermezzo entre os corpos esquizos das ruas e as entranhas de uma cidade estranha, com uso de novas tecnologias livres interativas e compartilhadas.

Ação…quando me dei conta estava de pé numa estrada torta sem doença alguma na alma e isso é o que importa agora….

Acordei sob o domínio do medo com a vida incerta e logo cedo segui perambulante pela areias de uma linha desterritorializada, com um desejo de matar a tudo aquilo que em mim mesmo conservava fagulhas de uma identidade débil…

Vivi o risco da poeira cósmica abrandando meu corpo como um caminho de inferno Senti algum frio de ter deixado algo de força para trás e me encontrei num beco sem saída com a síndrome insuportável de nada temer durando em meus poros feito um satanás e anjo dúbio…

Alguma voz dizia que deveria ser eternamente minha, a tua alma….mas resolvi virar pro lado esquerdo e vi que estavam lá Gordon Williamns e Sam Peckinpah com fios de eletricidade e a câmera em punhos tentando um passo adiante para voltar flertando com a desgraça de um povo que falta e com todos os inimigos a essa altura acorrentados como uma fleuma de inferno e trapaça,,,

Cheguei na porta do céu dos céus e vi que não passava do portal do inferno em profundidade…Você sabe bem, sou um vadio, um bandido e…embora digam por aí que os brutos também amam…eu não te amo e não vou falar de novo…sigo peripatético  e cheio de uma solidão povoada…

Daqui da minha superfície…não enxerguei telégrafo algum, nem locomotiva…daqui minha descrença era apenas destino manifesto e o topo de um duelo com a semelhança cadavérica…. Cheguei aqui e era como o Monument Valley…Havia um único pistoleiro e uma prostituta e eles estavam bem ali, no retrovisor da velha charanga enferrujada…enquanto eu vagava apenas como um homem sem destino, um selvagem retardado querendo um sopro de vida

Não, não sou o último dos moicanos, mas espero sempre a primavera chegar para andar do lado selvagem…Se não me achas, pergunte ao cão astuto por onde andei e só me venham vermes com dinheiro, filosofia e arte…se não tiver vaza….não tenho tempo a perder com areias inúteis…..pois sou somente um homem solitário tomando o vinho da juventude…

A essa altura…o clímax de estar ali inviabilizava qualquer fronteira….era como um terremoto no aspecto de relação com o vazio e com a morte…o mau encontro não passava de um último sacrifício e tremor para o outrem….para mim uma moeda furada e os rastros ódio como herança…sim, sim…vamos te ver…..

Quando estamos realmente jogando – é bom que se diga – é como se estivéssemos em “Dock of the Bay” naquele último vôo fatídico… por isso vamos encontrar uma outra maneira de ficar juntos…vou grudar em teu pescoço com uma mordida apaixonada….Você ainda guarda seus cavalos e estribos? Não quero ficar zanzando pickpocket com bocas desnudas e uma multidão indefinida de histórias incompossíveis A estação de meus pés é curva….

Bom devo adiantar que não…não sou um paladino do oeste… vim aqui só para te ver de perto…reze para todo o santos….vou te achar seja na casa encima da padaria…seja no pacote de diamante e sangue que te esconde… Não..não sou Lee Marvin, nem Van Cleef….Anthony Mann ou Cecil B. DeMille….sou o vento selvagem contra este seu pedaço de conversa jogada fora…

Sou apenas esse caminho de ferro numa grande jornada eu ou você, bola de neve atrás de sua ladeira….sou imperdoável pelo que faço conquanto imoral….Mato e morro pelo que ganhei-perdi e talvez serei sim o último a cair no banquete dos caquéticos e covardes ladrões de cadáveres….

Sabe….por hora estou no biscoito e chá nessa tempestade de deserto….mas, logo, logo…passe o tempo que for…esconda-se aqui e algures….vamos sim te ver…..e restará apenas esse inominável banido….e sei que não haverá volta e nem será tão difícil atravessar os invernos ao vento após essa faísca de fortuita vontade que nascerá do teu olhar com a minha lâmina….darei tudo pela paz no social….mas serei a máquina de guerra que falta em sua vida…..você sabe o quão longe fui….migrei dos domínios da loucura e agora resolvi apagar a luz das baixas cidades….cansei de procurar alguém com uma lanterna de meio-dia….desço a ladeira do alto da minha cordilheira com histórias de assassinato e medo….e que essa trilha seja apenas um sopro vital que emergirá do acaso e caos….Agora me deixem quieto que vou no corre….e antes que me esqueça tenho prazer em decepcionar os silenciosos….um ninguém contra todos…..sou o coringa do baralho, filmarei tua famigerada vontade de vazio…..você me deve…seguiremos com essas canções de errância até o dia em que…sobre a marca no chão…acertarei teu édipo com a garganta do diabo…..Corta…

1 resposta para “NOTAS PARA LINHAS VERMELHAS”

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