Definitivamente, para os bancos não há tempo ruim. Enquanto alguns setores passam por turbulências com o agravamento da crise na economia mundial, sobretudo no Brasil, o sistema financeiro navega em maré mansa e o lucro não para de crescer.

O resultado dos cinco principais bancos (BB, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander) somou R$ 36,3 bilhões no primeiro semestre de 2015. Alta de 27,3% ante o mesmo período de 2014. O lucro vem da força de trabalho dos bancários e dos serviços e juros cobrados aos clientes. Mesmo assim, falta retribuição.

As agências são carentes de funcionários. Situação que se agrava com o corte de pessoal. Em um ano, foram eliminados 7.107 empregos. Quem resiste à política perversa, trabalha no fio da navalha. Quem não consegue, acaba doente e afastado das atividades.

Para os clientes, a situação também não é boa. Embora contribuam com o lucro, só de tarifas os bancos arrecadaram R$ 54 bilhões em seis meses, os cidadãos não têm serviço de qualidade, pagam juros astronômicos, sem falar nas cobranças indevidas. É demais.