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NAZISMO E CRISTIANISMO

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Há algum tempo tento estabelecer as relações, sobretudo antagônicas, entre a ideologia e prática nazista; e os ensinamentos deixados por Jesus, consubstanciados na doutrina cristã. É o fruto desta reflexão que ofereço, agora, à apreciação pública.

O Nazismo, doutrina política vigente na Alemanha nas décadas de 1930 e 40 e que levou este país e o mundo à Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), é dotado de inegável conteúdo filosófico, que valorizava primordialmente aos fortes, aos poderosos, aos vencedores. Não havia lugar para deficientes físicos ou mentais, nem para homossexuais, nem para “raças inferiores”, nem para discordantes, tampouco para qualquer tipo de derrotado. Isso explica porque na Alemanha dos anos 30, ao tempo em que se exaltoutodo o tipo de atividade física – o que é positivo – paralelamente se escondeu, discriminou e retirou do convívio, de todas as formas possíveis, as pessoas consideradas fisicamente ou mentalmente não aptas – o que é péssimo.

Essa exclusão social do mais fraco, do necessitado, do diferente, do irmão mal sucedido é, em essência, a negação de qualquer resquício de amor ao próximo e, por conseguinte, da compaixão, da caridade e da solidariedade exemplificadas por Jesus.

Esta ação nazista de exclusão se expressou, na sua forma mais avançada, por meio do extermínio sistemático das minorias, dos opositores ao regime e, durante a Guerra, dos prisioneiros e de seis milhões de Judeus. E nada é mais anticristão do que este extermínio, a representar o ápice de ódio que se contrapõe a qualquer possibilidade de amor social ou humano.

Enquanto o racismo negava a determinados grupos étnicos o reconhecimento de sua condição humana e o direito à vida, a Guerra abria espaço a todo o tipo de vileza, brutalidade e assassínio.Até mesmo da mentalidade militarista, até então dotada de certo respeito ao combatente inimigo, foram extirpadas noçõescomo honra, preservação da vida dos prisioneiros, respeito aos vencidos e não violação de populações civis, substituídos que foram pelo conceito de guerra total, que justificaria as piores atrocidades cometidas pelos combatentes alemães, consubstanciadas no pensamento expresso por Hitler de que não se deveria ter “qualquer tipo de escrúpulos” na Frente Oriental, quando da invasão da União Soviética, que resultou no fuzilamento sumário de prisioneiros de guerra e no extermínio de populações civis.

Em toda a história da humanidade nada parece ter sido tão eficazmente anticristão quanto os preceitos nazistas. Amor ao próximo tornou-se fraqueza inaceitável. Compaixão passou a ser vista como frouxidão ou covardia. Solidariedade como conduta inadequada. Caridade como incentivo à perpetuação da fraqueza.

O papel social da mulher retrocedeu, reduzida que foi a pouco mais do que instrumento de procriação, para gerar novos soldados. E conduta ética ou moral que atrapalhasse a busca da vitória social e da grandeza econômica ou política tornou-se defeito insuportável, a merecer repressão estatal, confinamento em campos de concentração e morte.

O coroamento deste cultivo de ódio foi a Guerra e seu dilúvio de sangue, de mortes, de dores sem fim, de sofrimentos em escalas inimagináveis, sem precedentes. Primeiro sobre as infelizes vítimas da Alemanha. Depois, como colheita do terrível plantio, sobre os filhos e filhas da própria Alemanha, sobre seus militares e civis, homens e mulheres, idosos e crianças. A semeadura de ódio e morte foi tão eficaz que deu retorno fartíssimo, inclusive no solo alemão.

O nazismo – ideologicamente, nas entrelinhas; e na prática, explicitamente – negava o Cristo e sua mensagem. Colocava o Führer como líder absoluto e depositário de toda a esperança de felicidade e glória do povo alemão, tornando a ideologia nazista tão absoluta que esmagava até mesmo qualquer prática religiosa que ousasse ultrapassar a um mero ritual litúrgico vazio de significados, obstando-lhe maior alcance subjetivo ou social.

Hoje, 70 anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o nazismo está sepultado, na lata do lixo da história. Porém seus valores, tais como a discriminação contra os mais fracos, a intolerância, o ódio, o racismo, o uso indiscriminado da violência e a negação da condição humana da mulher, ainda se encontram bem vivos entre nós, apenas variando de intensidade e forma com que se apresentam, de uma sociedade para outra.

Por isso, ainda hoje é mais do que oportuno vivenciarmos os valores e práticas que constituem as bases do cristianismo, a ser utilizados como antídoto contra aqueles valores que sustentaram a doutrina nazista e que, dissimulados ou explícitos, ainda permanecem entre nós.

Utilizemos, pois, o quanto possível, pessoal e socialmente, os valores exaltados por Jesus Cristo.

Que não seja, necessariamente, um cristianismo institucionalizado, expresso na formulação e dogmas católicos, protestantes, pentecostais, neopentecostais ou mesmo espíritas.

Que seja apenas o cristianismo, em sua desconcertante simplicidade de conceitos a nos dizer, desafiando-nos: Amai-vos uns aos outros, e não façais aos outros aquilo que não gostaríeis que se vos fizessem.

2 respostas para “NAZISMO E CRISTIANISMO”

  • Duda Weyll says:

    Err… Você já ouviu falar em cristianismo positivo? Deveria, pois foi bem famoso entre os nazistas.

    E sua explicação sobre o que é nazismo é simplória, reduzida a um de seus pilares que é a falaciosa eugenia… Você esqueceu de outros pilares (desenvolvimentismo, nacionalismo, regulação de mercado, guerra ao capitalismo e ao comunismo) , aqueles que não foram pra “lata de lixo da história” (seria bom que lesse os 25 pontos do partido nacional socialista, escritos pelo próprio Hitler)…

    Já que citou a Bíblia, deixo-te minha coletânea de citações:

    Servos, sedes submissos, com todo o temor aos senhores, não só aos bons e humanitários, mas também aos que são duros. I Pedro 2:18

    Cada pessoa tem que ser submissa às autoridades, já que as que existem vieram ou foram estabelecidas por Deus. Romanos 13:1

    Escravos, obedecei em tudo aos vossos senhores terrenos, não só sob o seu olhar, como se os servísseis para agradar aos homens, mas com simplicidade de coração, por temor de Deus. Colossenses 3:22

    Todos os escravos devem considerar os seus senhores dignos de toda a honra, para que não se fale mal do nome de Deus. I Timóteo 6:1

    Escravos, obedeçam aos vossos senhores. Efésios 6:5

    Os escravos devem estar submissos em tudo aos senhores. Que lhes sejam agradáveis, não os contradigam, não roubem. Tito 2:9-10

    Se uma mulher der à luz um menino ela ficará impura por sete dias. Mas se nascer uma menina, então ficará impura por duas semanas. Levítico 12:2-8

    Mulheres, sede submissas aos vossos maridos, como convém no Senhor. Colossenses 3:18

    As mulheres tem de ser submissas aos vossos maridos. I Pedro 3:1

    A cabeça do homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem e a cabeça de Cristo é Deus. I Coríntios 11:3

    As mulheres devem ficar caladas nas assembleias de todas as igrejas dos santos, pois devem estar submissas, como diz a lei. I Coríntios 14:34

    Se uma jovem é dada por esposa a um homem e este descobre que ela não é virgem, então será levada para a entrada da casa de seu pai e a apedrejarão até a morte. Deuteronômio 22:20-21

    Você ainda acha que cristianismo é diferente de nazismo?

  • Roberto says:

    O professor Julio Cezar só escondeu em dizer que o “nazismo”, é cria do socialismo marxista, que o professor tanto exalta. O “nazismo” era o socialismo nacionalista, tanto é que Hitler flertou desde o início com Stalin, justamente pela identidade ideológica socialista, onde a população é “escravizada” através de um discurso hipócrita e demagógico. São tudo farinha do mesmo saco.

    Enquanto o Brasil, não se livrar deste câncer chamado socialismo, enquanto a sua população for alienada e não tiver acesso às informações imparciais, à verdadeira história, irá continuar na miséria, enquanto enriquecerá os donos do poder e os amigos do rei.

    Professor de História não pode ser doutrinador ideológico, é uma vergonha.

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