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GORDAS E MAGRAS

JULIO GOMES
Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Quando era jovem, nas décadas de 1980 e 90, era bastante comum ver uma moça rica, prendada, com bons estudos e boas roupas, porém gordinha e desajeitada. Com um lindo rosto de juvenil, mas com o corpo desalinhado pela obesidade.

Em contrapartida, a empregada que trabalhava na mesma casa da moça descrita acima, era pobre, vestia-se com acentuada simplicidade e economia, tinha, como se dizia naquela época e se diz ainda hoje, o cabelo ruim – apesar de eu nunca ter visto cabelo matar nem fazer perversidade com ninguém – mas era linda de corpo, uma verdadeira princesa de formosura.

Isto ocorria porque até fins de 1990 e início do ano 2000 não havia, para o pobre, as possibilidades alimentares, ou melhor dizendo, a fartura que temos hoje.

Explico melhor: Naquela época o pobre ganhava tão mal que, se vacilasse, passava fome. As pessoas iam ao mercado e compravam o essencial: feijão, arroz, farinha, açúcar, sal, óleo, macarrão e, sempre que possível, carne. Às vezes quando a situação apertava, trocavam a carne por ovos, e faziam “bife do zoião”. E o dinheiro, não raro, acabava aí.

Pobre não comprava creme de leite, nem biscoito recheado. No máximo, trazia biscoito do tipo poca-zóio. Pobre não comprava presunto, nem salaminho, nem queijos. Este último só muitíssimo raramente, em uma festa de São João ou fim de ano, e só.

Pobre não comprava leite condensado, nem frutas como uvas ou maçãs, nem todas as coisas diferentes, importadas e industrializadas, que o rico comia com invejável fartura.

Hoje a situação mudou. A partir do governo de Fernando Henrique houve um pequeno aumento no poder de compra do salário mínimo, que melhorou as condições alimentares da população mais pobre. Esta política salarial teve ampla continuidade nos dois governos de Lula e nos de Dilma, a ponto de hoje termos uma salário mínimo que equivale a cerca de 260 dólares, quando na década de 1980 o pobre tinha de sobreviver com um salário que equivalia a inacreditáveis 75 dólares mensais, em média.

Por tudo isso o pobre, hoje, come com vontade, com gosto, até com excesso, porque comer é bom e se torna ainda melhor quando se consome de tudo quanto era impossível degustar anteriormente, desde salaminho a frutas importadas, desde latas e mais latas de creme de leite até carne em fartura.

O resultado é que hoje, as moças e mulheres ricas, que têm mais aceso à informação, se cuidam mais, se alimentando de forma mais racional e adequada, e por isso estão magrinhas, esguias, com lindas formas que resultam de uma alimentação balanceada, muitas vezes acompanhada de exercícios físicos.

Já as moças e, sobretudo, as mulheres pobres com mais de 30 anos estão engordando visivelmente, quase sempre acima do peso, desajeitadas, sem cintura e com bem menos formosura. As vezes nem lembram as lindas moças que foram outrora!

As mulheres pobres que se cuidem, porque além de se sujeitarem a ter mais complicações de saúde, ainda correm grave risco de perder a corrida da beleza feminina para as ricas, que além de terem roupas melhores, mais instrução, serem mais produzidas e se exercitarem nas academias, se alimentam mais racionalmente, ficando, simplesmente, mais saudáveis e mais bonitas.

14 respostas para “GORDAS E MAGRAS”

  • Marcia says:

    Nossa, vejo que você fala duas línguas muito bem: português e várias bostas

  • Sabrina says:

    Eu nem sei por onde começar a comentar tantos são os equívocos presentes neste texto. Admira-me saber que alguém que conhece História e Direito tenha uma visão tão simplista e generalista a respeito das mulheres e do corpo feminino (sim, são coisas distintas!). Pra começar, não é preciso ter cintura definida pra ser bonita. Além disso, as mulheres pobres não estão se entupindo de besteiras porque querem, muitas vezes é mais rápido, mais barato e não há ninguém cozinhando pra elas! Pelo contrário, são mulheres que se submetem a duplas, triplas jornadas de trabalho e apenas não tem tempo ou recursos pra se alimentar adequadamente. Estar acima do peso não torna ninguém desajeitada e por quê restringir sua observação apenas às mulheres???? Não somos obrigadas a agradar o olhar masculino, nem os padrões de beleza vigentes, tão explorados pela indústria da beleza e que tanta infelicidade causam a mulheres menos esclarecidas. Seu texto é raso, cheio de senso comum, machista e gordofóbico. Precisa melhorar muito, reflita sobre seus paradigmas e desconstrua seus privilégios, pra começar.

  • Lira says:

    Não existe mulher feia ou bonitas, existem homem com opção diferente deve ser o seu caso amigo.Pois não importa o padrão de beleza quando mas bonita mas procura um trouxa para golpe-lo desculpe meus termo chulo mas quem fala o que quer ouve o que não quer.Esse seu texto é uma babação politica.Naquela epóca o povo tinha um conhecimento impírico hoje os pensamentos são construtivo o que faltou no seu texto.Esqueceu que ninguém é porco o povo está engordando devido o crescimento industrial que não respeita o tempo dos animais e plantas, procura de várias formas em pouco tempo expor seu produtos usando muita quimica na qual provoca essas reação na humanidade.Essa é uma boa estratégia para acabar com a fome.Fique magra enquanto seu marido engorda.

  • pitecantropus ouvidos says:

    Caro Julio, se deu mal nestas proposições. primeiro que nao existe mulher feia. E bonitas mesmo, depende da quantidade de alcool ou similares ingeridos. Obviamente que falar de mulher é prá quem entende. Quem gosta da fruta. Vou lhe dar uma dica, procure observar direito os traquejos e balanços de algum corpo esguio, com silhuetas definidas, rebolados, meiguices. Voce pode estar de cara com algun TRAVECO . . .

  • Duda Weyll says:

    Nossa, mano, quanto besteira num texto só…

    1- Trata corpo feminino como objeto de consumo.

    2- Cabelo ruim é o que nasce onde não bate sol em ti e roça diariamente no produto de tuas evacuações, como este texto.

    3- Atribui crescimento social apenas a governos desprezando totalmente as iniciativas individuais, a inundação de opções no mercado que tona preços mais acessíveis e proporcionam novidades tecnológicas que trazem ao povo informação (FHC, Lula e Dilma nunca criaram nada como políticos, nem um pão francês sequer, a última, por sinal, faliu uma lojinha de 99 centavos e está falindo inúmeros negócios para manter seus “parceiros” bilionários” bem nutridos e fora de problemas “de mercado”). Se você comparar o crescimento percentual do poder de compra da pobre Zâmbia da década de 80 com hoje é bem maior que o brasileiro e, como dizem os políticos e pelegos de lá como aqui, é mérito do governo, mas governo só atrapalha, quem faz é o povo.

  • Renata says:

    Vergonhoso o espaço que este blog ainda dá para Júlio. Não é a primeira vez que ele escreve textos preconceituosos, misóginos, machistas, racistas, estúpidos no geral.

  • maria says:

    Rapaz…você só internando! Pior ainda é esse blog que divulga esse texto.
    Posta receita de bolo é melhor do que matéria deprimente desse cara ai.afff

  • Julio Gomes says:

    Caríssimos leitores,
    Quando escrevemos um texto e publicamos, ou fazemos qualquer manifestação pública, devemos estar receptivos às críticas, que serão sempre bem vindas, e levadas em consideração de acordo com o conteúdo que expressem pois, com todo o respeito, quando nos traz formulações do tipo “nao existe mulher feia. E bonitas mesmo, depende da quantidade de alcool ou similares ingeridos” (SIC), a própria crítica já estabeleceu o patamar em que deve ser considerada.
    Também é oportuno lembrar que a mesma Constituição Federal de 1988 que nos garante a liberdade de expressão nos impõe assumir os posicionamentos externados. Isto está no artigo 5º, inciso IV, que estabelece: “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.”
    Escrevo meus texto e tenho a coragem social de assumir a paternidade deles, sem me esconder atrás do nome desacompanhado de sobrenome, de pseudônimo ou de qualquer outro subterfúgio. Ouso sugerir que adotem o mesmo procedimento.
    No mais, a divergência de ideias, de opiniões, de posicionamentos, servirão sempre para o enriquecimento do debate.
    Atenciosamente,
    Julio Gomes

    • Sabrina says:

      Não Júlio, a divergência não é de opiniões, a crítica é à falta de bom senso e ética mesmo. Um discurso como o seu carregado de preconceitos e senso comum não enriquece nada, apenas desinforma. E liberdade de expressão não é desculpa pra ficar disseminando asneiras por aí. Sobre esse assunto, recomendo muito a leitura desse texto do Alex Castro: http://papodehomem.com.br/elogio-a-liberdade-de-expressao/
      Ficaria mais bonito se você assumisse que não entende desse assunto, que nunca se aprofundou e se desculpasse com os leitores.
      Apenas pare, que tá feio.

      • Julio Cezar de Oliveira Gomes says:

        Li o texto sugerido por você. É realmente muito bom. Em contrapartida, reitero que você, ao se manifestar, faça o salutar exercício de recusar o anonimato. Assinar o que se escreve é um exercício de coragem, de enfrentamento social. A ideia expressa pode ser acertada ou equivocada, mas assumir-lhe a paternidade é o mínimo de transparência, de lealdade que devemos ter nas comunicações sociais.

        • Sabrina says:

          Não estou no anonimato, esse é meu nome verdadeiro, e não tenho porque me esconder, meu sobrenome é Venditto. Tenho um perfil no face, pode olhar, não é fake.

          • Julio Cezar de Oliveira Gomes says:

            Olhei. Fico feliz em sabê-la professora da UESC, mas sobretudo em encontrá-la libertária e feliz, com a felicidade militante de quem vive suas postagens, linguagens, expressões e expressa suas verdades, com a paixão de quem bebe a vida com goles largos, prazerosos. Sim, temos algo em comum, também sou apaixonado pela vida! Como você vê, até os brutos – como eu – também amam, sorriem e são capazes até de alguns momentos de enternecimento.
            Te desejo toda a felicidade do mundo!
            P.S. – Aproveitei para compartilhar diversas das suas postagens. Algum problema?
            Respeitosamente,
            Julio Gomes

        • Duda Weyll says:

          Sua visão legal de anonimato é incorreta, a questão de anonimato é aplicada caso a mensagem seja produto de prova legal… O que, no caso, não torna nenhum comentário aqui anônimo, pois é um blog registrado com extensão br e seu sigilo de IP pode ser requerido ao dono do blog para fins legais.

          Ou seja, aqui não tem anônimo, a fonte de qualquer mensagem pode ser buscada em caso de processo legal.

          ps: muito menos eu, que linko meu domínio junto ao nome, nem precisa da lei pra saber até meu endereço real.

  • Stela says:

    Esse senhor está pautando a opinião dele no senso comum e aproveitando a oportunidade para defender o governo atual. Que texto mais besta e sem comprovações científicas! Conhece uma meia dúzia de mulheres gordas que não se cuidam, que devem ter sido no minimo ex namoradas dele, e por isso acha que essa é a realidade de todas as mulheres do Brasil. Rapaz, quando não tiver assunto para escrever, fique quieto. Não escreva besteiras.

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