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:: 18/fev/2015 . 20:42

NÃO EXISTE AMOR EM “BA”

RODRIGO MELO

Rodrigo Melo é Catitu, pai de Amaralina, filho de Ilhéus, escritor e fera no pingue-pongue.

Rodrigo Melo é Catitu, pai de Amaralina, filho de Ilhéus, escritor e fera no pingue-pongue.

Então eu estava lá, na fila do supermercado. Uma fila enorme, é bom que se diga, e havia essa mulher que queria entrar na frente de todo mundo com o seu carrinho lotado de coisas. Ela realmente parecia estar, como quem não quer nada, forçando a passagem. Não reclamei por que hoje em dia é complicado sair por aí reclamando. Todo mundo tem feito isso, de modo que ou você se revolta de verdade e começa a gritar e a espernear ou então assume logo a culpa e sai de fininho. Eu, que não estava com ânimo para gritar nem sair de fininho, resolvi fingir que não tinha notado nada.

O sujeito que estava atrás de mim falou algo, reclamou da demora para sermos atendidos. Era do rio, passava as férias. Achara a cidade bonita e suja demais. Falei que a história do meu próximo livro se passava no Rio: um sujeito em busca do seu amor. Não falei que era um amor frustrado, que nunca vingaria, que o personagem só se fodia e que o nome dele era Lemuel Pitkin. O sujeito não entenderia. Ele achava que as histórias tinham mesmo que ter amor. O mundo anda sem amor nenhum, ele me disse. 

Foi nessa hora que a mulher do carrinho começou a gritar.

– Eu já estava aqui! – ela disse, olhando para nós.

Havia um sujeito com ela, baixo, usando boné, um desses caras que vão à academia seis ou sete vezes por semana

-Como assim? – o carioca perguntou pra ela.

-Eu já estava aqui, meu senhor – a mulher respondeu com a voz alterada, olhando pra mim. – não era isso que vocês estavam falando?!!

-Não, a gente falava de outra coisa – respondi.

-Outra coisa o caralho. Eu ouvi bem. Quer saber? não estou nem aí para as merdas que vocês falaram. Eu estava aqui e quero ver quem vem me tirar. Eu já estava aqui!!! – ela então gritou, desta vez para o supermercado inteiro ouvir.

E o supermercado realmente ouviu, por que todo mundo nessa hora olhou em nossa direção. 

O baixinho ficou parado, em uma pose que pensei ser de artes marciais, esperando a gente falar alguma coisa, mas nem eu nem o carioca falamos nada. o mundo anda sem amor, imaginei ele falar pra si. Não existe amor na Bahia, falei pra mim.

Então o casal passou as suas compras, e, mesmo sem ninguém falar nada, ela seguiu resmungando, como se tivesse sofrido alguma imensa injustiça, como se ainda precisasse se vingar. Depois seguiram para o carro. Antes de chegar lá, no entanto, pararam num jardim que havia no estacionamento. Era um jardim baqueado, as plantas estavam secas e quase mortas, amareladas, mas havia um pequeno chafariz a cuspir uma água rala e escurecida. Sentaram-se em volta do chafariz, ela meteu a mão na bolsa e puxou uma máquina fotográfica. Abraçaram-se e sorriram e tiraram a porra da foto. Pareciam satisfeitos. Talvez por que lá em cima o sol brilhasse. Talvez por que o fundo do carro estivesse cheio de compras. Ou, quem sabe ainda, por que eles, independente da fúria do mundo, seguiam a viver.

Na hora que tiraram a foto, lembro bem, ela juntou as duas mãos e fez um enorme coração.

ILHÉUS: ADOLESCENTE ESTÁ DESAPARECIDA

Foto: Reprodução do Facebook.

Foto: Reprodução do Facebook.

Familiares e amigos da jovem Louise Faislon (17 anos), buscam por informações sobre o seu paradeiro.

Segundo seus parentes, Louise saiu de sua casa, em Ilhéus, no dia 02 de fevereiro, e foi para a cidade de Itacaré. Eles afirmam que o último contato com ela foi feito no dia 04 de fevereiro.

A mãe da jovem, no último dia 14, foi até Itacaré buscar informações sobre ela, e ficou sabendo que há cerca de cinco dias que ninguém a via.

Quem souber de alguma informação de onde se encontra Louise, favor entrar em contato através dos telefones (73) 8833-5187 e 3632-6705.

SUTRAN REALIZA AÇÃO EDUCATIVA DURANTE O CARNAVAL

A superintendência de Transportes e Trânsito de Ilhéus (Sutran), através da sua equipe de Educação para o Trânsito, realizou, durante o carnaval, várias blitz objetivando orientar os condutores, nos principais acessos ao circuito da festa, e nas principais rotas de acesso ao município.

O principal objetivo da ação educativa foi buscar redobrar a atenção de todos os motoristas, principalmente os que vão pegar estrada, alertando sobre o risco de misturar álcool e direção, visto que nessa época do ano, os acidentes de trânsito aumentam em decorrência dessa atitude.

A ação contou com distribuição de panfletos educativos, brindes e intervenção artística de atores da região, (visando chamar a atenção de quem passava no local).

A atividade faz parte do cronograma anual do Programa Permanente de Educação para o Trânsito do setor de Educação da Sutran.

 

CARRO CAPOTA NO CENTRO DE ILHÉUS

Foto: Edmil Notícias.

Foto: Edmil Notícias.

Um acidente na tarde desta quarta-feira (18), na avenida Itabuna, nas proximidades do viaduto Catalão, acarretou na capotagem de um Fiat Punto, branco, placa OKN 7941.

Segundo informações, o condutor do veículo, ao tentar desviar de um outro automóvel que vinha em alta velocidade em sua direção, foi obrigado a fazer uma curva brusca, e acabou virando.

O motorista teve apenas ferimentos leves e passa bem.

MORRE O BARÃO DE POPOFF

Foto: R2C Press.

Foto: R2C Press.

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (18), em Ilhéus, Raimundo Kruschewsky Ribeiro (89 anos), o conhecido Barão de Popoff, após uma parada cardiorrespiratória.

Grande conhecedor da história de Ilhéus, Popoff, que era bancário aposentado, possuía um grande acervo de fotografias antigas da cidade, e constantemente era requisitado por pesquisadores e estudantes.

O velório está ocorrendo na loja maçônica Regeneração Sul Baiana, ao lado da igreja São Jorge, centro da cidade. O sepultamento ocorrerá hoje no cemitério da Vitória, as 17h.

CARNAVAL 2015 EM ILHÉUS

JULIO GOMES

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Julio Cezar de Oliveira Gomes é graduado em História e em Direito pela Uesc.

Foi carnaval ou festa de largo? Não sei dizer, mas, quem gosta de carnaval – assim como eu gosto – não tem dúvida de que tivemos o menor carnaval de todos os tempos, no tamanho do circuito e, talvez, na participação do povo.

Parece que neste ano o governo se esmerou em apequenar alguns aspectos da festa popular: não contratou nenhum trio elétrico; não colocou nenhum tipo de decoração carnavalesca; não armou palanque oficial, quiçá para evitar constrangimentos; e reduziu o espaço físico do evento público à menor área ocupada de toda a sua história: iniciava-se junto à catedral e terminava primeira esquina mais próxima da Soares Lopes, concentrando ali barracas, palco, vendedores e foliões.

Por outro lado, quem é folião, quem gosta de brincar, sempre dá um jeito de aproveitar o carnaval e ser feliz, seja em um bloco popular ou afro; seja próximo à banda que toca no palco ou indo ao circuito junto com as pessoas de quem gosta.

Houve também acertos, o lado positivo: um deles é o carnaval iniciar-se à tarde e terminar às 2 horas da madrugada, evitando enorme quantidade de inconvenientes, principalmente relacionados à violência. A redução da área também facilitou o trabalho da Polícia, sobretudo militar, que atuou com bom efetivo e de forma adequada, trazendo segurança, o melhor possível, para este evento que é marcado tanto pela alegria quanto pela tragédia dos assassinatos que ocorrem na frente de todos, mas que permanecem sempre anônimos porque nunca são divulgados pela grande imprensa.

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dom eduardo

lm mudancas













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