Foto: Gidelzo Silva.

Foto: Gidelzo Silva.

Os registros de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes somam mais de três mil casos anuais em toda a Bahia. E para chamar a atenção para essa problemática, convidando a população a combater e denunciar agressões a menores e colaborando para a redução dessa estatística, em Ilhéus, a secretaria municipal de Desenvolvimento Social (SDS), promoveu um dia de mobilização. O evento ocorreu na segunda-feira, 19, na rua Jorge Amando, próximo ao Teatro Municipal, reunindo profissionais do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
Conforme destacou o secretário da SDS, as atividades desenvolvidas durante a mobilização incluíram, além do balcão de informações, panfletagem, distribuição de folders educativos e de fitas símbolos do combate à violência contra crianças e adolescentes para os transeuntes, bem como esquetes teatrais que representaram atos de agressões físicas, sexuais e psicológicos. “As sequelas dessas situações para as pessoas vitimizadas são profundas e algumas vezes irreversíveis, por isso é tão importante que o combate e a proteção sejam efetivados”, afirmou.

Segundo a coordenadora do Creas, Quedima Souza, houve uma grande participação popular no evento, e muita gente se mostrou consciente sobre a importância de informar casos de agressão. “Tivemos um número grande de denúncias no nosso balcão de informações, durante o evento, e todas elas serão apuradas, não só pelo Creas, mas por toda rede de proteção à criança e ao adolescente”. Ainda de acordo com a coordenadora, as informações sobre possíveis ocorrências são fundamentais para o combate à exploração de menores, e as pessoas podem, através do Disque 100 denunciar de forma anônima.
Localizado na avenida Uberlândia, nº 555, Malhado, o Creas oferta acompanhamento técnico especializado desenvolvido por uma equipe multiprofissional, de modo a potencializar a capacidade de proteção da família e favorecer a reparação da situação de violência vivida. Seu público alvo é formado por crianças, adolescentes, jovens, mulheres, idosos e pessoas com deficiência e suas famílias, que sofreram ou sofrem algum tipo de violação de direitos, ameaça ou violência física, sexual ou psicológica.