Por Edson Alves, cientista social pela UESC

edsonAs estatísticas são alarmantes e quando pensamos em algo tão grotesco que vem dando margem aos erros causados pela polícia, ficamos estarrecidos em perceber que aqueles que deveriam proteger a população, estão tão sujeitos a erros que são considerados amadores

Percebemos nas últimas décadas, uma escalada da violência nas periferias das cidades brasileiras, e nesse “fogo cruzado”, estão os cidadãos desprotegidos, a polícia e os traficantes de drogas fazem das ruas e vielas desses locais, suas arenas de confrontos diários, e muito além desses confrontos diários, estão os moradores desses locais que ficam desprotegidos pela ineficácia do Estado.      
Ninguém desconhece, que nos morros e favelas do nosso país, onde estão presentes as camadas populares e consequentemente a população que possui a menor faixa de renda per capita da sociedade, sofrem diariamente com a problemática da violência urbana, consequência de vários fatores aos quais a violência cotidiana encontra um terreno fértil para a sua proliferação.
As causas da violência estão contidas sobre vários fatores, tais como, pobreza, tráfico de drogas, desemprego, além dos problemas sociais causados pela ineficiência do Estado em resolver os problemas básicos da sociedade, mas o que temos de ter em mente, é que a polícia, enquanto representante do Estado e como agentes de contensão da violência, devem agir de maneira mais organizada para que a população trabalhadora e “arquiteta” dos pilares do desenvolvimento desse país, não seja o alvo de suas “balas perdidas”.
As estatísticas são alarmantes e quando pensamos em algo tão grotesco que vem dando margem aos erros causados pela polícia, ficamos estarrecidos em perceber que aqueles que deveriam proteger a população, estão tão sujeitos a erros que são considerados amadores quando se trata da segurança pública, pois a polícia deve agir de maneira mais protetiva em relação à população e não sair por aí trocando tiros com bandidos sem as medidas devidas para resguardar os cidadãos de bem que estão no meio dessa guerra cotidiana.
Por fim, é preciso que os governantes construam as suas políticas públicas de segurança com mais eficiência para que não mais, possamos ver e ouvir diariamente na comunicação social, tantos erros amadores por parte das polícias.