Misturando personagens reais e fictícios, a série de acontecimentos retrata o contexto que culminou na carta de reivindicações escrita pelos negros, durante a revolta no Engenho de Santana. Foto: Felipe de Paula.

Misturando personagens reais e fictícios, a peça retrata o contexto que culminou na carta de reivindicações escrita pelos negros, durante a revolta no Engenho de Santana. Foto: Felipe de Paula.

Devido à grande procura por ingressos para esta sexta-feira (04) às 20 horas, a ópera afro-rock “1789” terá sessão extra na noite deste sábado (05), na Tenda Teatro Popular de Ilhéus (TPI). A apresentação acontecerá às 19 horas, com entradas a R$ 20 inteira e R$ 10 meia para estudantes, idosos e titulares do Cartão TPI. Os ingressos podem ser pagos em dinheiro, nos cartões de crédito ou débito e ainda com o Vale Cultura.
O enredo de “1789″ começa em uma fábrica de processamento de cacau, em uma fictícia Ilhéus do ano de 2089. Os trabalhadores lutam por melhores condições, desejam parar de exportar a matéria-prima e produzir o próprio chocolate. A partir disso, são dados saltos no tempo e espaço até o século XVIII, entre Brasil e Portugal.  Misturando personagens reais e fictícios, a série de acontecimentos retrata o contexto que culminou na carta de reivindicações escrita pelos negros, durante a revolta no Engenho de Santana.
A rebelião histórica aconteceu entre os anos de 1789 e 1791, no atual povoado ilheense de Rio do Engenho, quando os cativos ficaram insatisfeitos com o tratamento recebido, paralisaram suas atividades e tentaram negociar melhorias. Além de contar o fato, considerado embrião do movimento sindical no Brasil, a ópera afro-rock apresenta questões mais profundas, como a necessidade de novos olhares e posturas.
O elenco é composto por artistas do TPI e do Terreiro Matamba Tombenci Neto, descendente dos escravos que protagonizaram o fato histórico. A trilha sonora é executada ao vivo, com direção musical de Elielton Cabeça, coreografia de Zebrinha e maquiagem de Guto Pacheco. O texto e a direção são de Romualdo Lisboa. O espetáculo volta à programação da Tenda TPI no dia 11, às 20 horas.