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MARCHA À RÉ DA FAMÍLIA COM DEUS EM NOME DO PASSADO

BLOG DO SAKAMOTO
ditaduraRecebi cartas emails dos leitores, pedindo um post sobre grupos que estariam organizando uma nova Marcha da Família com Deus pela Liberdade para o sábado (22).
O objetivo desse pessoal seria marcar os 50 anos daquela excrecência que antecedeu ao golpe militar de 1964. Em defesa da fé, da família e da pátria.
Agregam valor ao camarote colocando uma série de reivindicações que eles, equivocamente, chamam de “conservadoras”. Pois uma coisa é o pensamento conservador, que merece ser respeitado e, na minha opinião, questionado – quando for o caso – nas arenas de discussões. A outra é gente que acha que a Constituição é papel higiênico e as instituições democráticas – que levamos décadas para reconstruir – são um grande vaso sanitário de onde só exala fedor.
Reivindicações que incluem uma “intervenção militar constitucional” (haha), o bloqueio da transformação do país em uma “ditadura homossexual” (hahahaha) e uma ação para evitar a “implantação do comunismo” pelo partido que está no poder (kkkkkkkkkk). Gente, em que país eles vivem?
Eu olhei, olhei e pensei que era uma piada. Ainda espero que seja um grande hoax.
Portanto, gostaria de analisar não o chamamento para a marcha em si e mais a reação dos que estão apoiando essas ideias.
Antes de tudo, um comentário sincero: como a democracia é linda…
Ainda vou escrever com mais calma sobre esse assunto, mas sabe o que mais assusta? A falta de conhecimento histórico. Qualquer análise de conjuntura e de contexto histórico, não só brasileiro mas de todo o mundo, mostra que 1964 e 2014 são dois momentos diferentes, com acúmulos políticos e participação popular diferentes também.
Há insatisfações lá como agora, e de todos os lados. Insatisfação contra o mau funcionamento das instituições (corrupção, enfim), mas também insatisfação de alguns contra a conquista de direitos por determinadas parcelas da sociedade que, sistematicamente, foram deixadas à margem (direito a não passar fome, por exemplo). Mas tendo em vista os contextos diferentes e o país diferente, as possibilidades de quebra institucional não são as mesmas.
Li um panfleto que dizia que o PT está rompendo com o capital, criando problemas para bancos. Gente do céu… Mas se assim fosse eu ia para a rua cantar debaixo da chuva. O fato é que esse milagre não vai acontecer nem que a vaca tussa. Nunca o sistema financeiro nacional e internacional ganhou tanto dinheiro quanto agora. Boa parte do PT nem mais é de esquerda, que dirá “revolucionário”.
Enfim, não é para ninguém entrar em parafuso. Uma nova “intervenção” ou qualquer eufemismo que possa ser dado a um golpe cívico-militar é despropositado.
Uma das maiores consequências das manifestações de junho de ano passado foi trazer pessoas para ocuparem espaços públicos e darem suas opiniões. Então, querem debater, bora lá! O espaço público não é apenas rota de passagem de pedestres e automóveis, mas é onde se faz política e se exerce a cidadania.
Eu adoraria que todo mundo que posta contra a democracia fosse defender isso de cara limpa, mas infelizmente isso não vai acontecer. Vai juntar menos gente do que manifestações do ano passado.
Pois é importante que a extrema direita mostre sua cara e diga quem é. Você não está cansado de ser xingado por anônimos na internet? Não tem curiosidade de saber quem eles são? Pois bem, essa é a hora. Que venham e defendam seus argumentos com fatos e não misticismos.
Talvez, dessa forma, podemos ir para o debate construtivo ao invés da troca de ofensas.

2 respostas para “MARCHA À RÉ DA FAMÍLIA COM DEUS EM NOME DO PASSADO”

  • Marcelo says:

    “Há insatisfações lá como agora, e de todos os lados. Insatisfação contra o mau funcionamento das instituições (corrupção, enfim), mas também insatisfação de alguns contra a conquista de direitos por determinadas parcelas da sociedade que, sistematicamente, foram deixadas à margem (direito a não passar fome, por exemplo).”

    Isso mesmo! E esse é só um dos exemplos que desagradam essa gente aí que quer ter privilégios, e não direitos iguais para todos.

  • Gildemar Tavares says:

    A insatisfação com os acontecimentos recentes é tão grande que chega a se apelar para um absurdo desses pois é a ultima alternativa que nos resta

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