Ambulância que deveria atender à comunidade, apodrece junto a outros veículos.

Ambulância que deveria atender à comunidade, apodrece junto a outros veículos.

Durante a campanha eleitoral de 2012, será que o prefeito Jabes Ribeiro foi ao distrito do Banco Central, visitar a comunidade, espalhar abraços, afagos e sorrisos, prometendo uma infinidade de coisas?
Certamente que sim. Só que, depois de eleito, ele nunca mais ousou aparecer por lá novamente. Pior, esqueceu por completo o local, que está completamente abandonado. Para o pleno sofrimento daqueles mesmos que foram abraçados e beijados pelo gestor municipal e seus asseclas.
Em contato com a nossa redação, um morador do citado distrito afirmou que a escola municipal de lá vive uma situação bem atípica. Segundo ele, a diretora quase nunca se encontra na unidade de ensino, pois, vive a passear, e, como os professores estão sem vale-transporte, os alunos sofrem com corriqueiras falta de aulas.
O morador afirma que a vice-diretora executa uma função meramente figurativa, já que, com a constante ausência da diretora, ela não tem autoridade sequer de assinar atestados para alunos e funcionários da escola.
A saúde no distrito também vai de mau a pior, segundo relatos do morador. Ele afirma que a comunidade está sem médico, enfermeiro e sem ambulância há algum tempo, sendo que o veículo que existe para atender a população local, está apodrecendo juntamente com outros que haviam.
Ainda de acordo com o morador, a estrada vicinal que dá acesso ao Banco Central, está beirando a intrafegabilidade, e não será surpresa se um dia ficarem “ilhados”, impossibilitados de irem à sede do município resolver seus problemas, fazer compras e escoar a produção agrícola local.
Segundo ele, o estado da estrada vem facilitando a ação de bandidos, que, aproveitam que os veículos são obrigados a transitar vagarosamente, para praticar assaltos. São inúmeros os casos de motos roubadas e ônibus que fazem linha para a localidade, assaltados. Como publicamos recentemente. (Leia Aqui).
E por falar em ônibus, os moradores reclamam das latas velhas disponibilizadas pela empresa Rota para atender a comunidade e que muitas vezes quebram no meio da estrada, causando transtornos para os que necessitam cumprir horário.
Outra situação relatada diz respeito à segurança. De acordo com a denúncia, há anos o Banco Central não possui policiamento fixo, para a alegria de traficantes e criminosos que atuam no local. O morador afirma que de vez em quando, uma ou duas vezes no mês, aparece uma viatura, mas que não fica por lá nem uma hora.
Ante isso, ele relata que a única praça existente para o lazer da comunidade, fica sob o domínio de arruaceiros, que empinam suas motos e andam pelas calçadas em alta velocidade, levando risco à crianças e idosos.
Uma triste situação que reflete o execrável descompromisso da atual gestão municipal com a localidade e com os demais distritos e povoados ilheenses.