pcdobO PCdoB baiano se utilizou da história de parceria com o PT, para exigir um quinhão na chapa majoritária para as eleições de 2014. Porém, sinalizou que o não alinhamento com o PT pode ser algo natural.
Em entrevista a uma rádio da capital, o presidente estadual da sigla afirmou que o PCdoB está discutindo internamente sobre qual espaço na chapa o partido reivindicará, com possibilidades de que alternativas sejam apresentadas.
“Eu não acredito que vamos considerar o quadro definido. Alguns defendem que o PT tem a prioridade para indicação do nome. Acho que tem legitimidade, como qualquer outro partido, mas não podemos partir da premissa de que o partido que tem o governo tem a prioridade”, declarou Almeida.
Na opinião dele, o cenário nacional pode influenciar na escolha de uma candidatura diferente da petista, numa avaliação casada com o cenário de indefinição no plano federal, em que o comunista aposta em quatro candidaturas concorrentes à reeleição de Dilma Rousseff (PT): Aécio Neves, pelo PSDB, Marina Silva, pelo Rede ou outra legenda, José Serra, pelo PPS, e Eduardo Campos, pelo PSB.
A luta por espaço, empreendida pelo comunista, refere-se a memórias das eleições recentes, quando o PCdoB abriu espaço para outras legendas nas chapas majoritárias, a exemplo de 2006, 2008 e 2010.
“Em 2010, mais uma vez aceitamos dialogar a vinda de César Borges, aquele cenário de recomposição de forças a partir do rompimento do PMDB e resultou que o PT colocou dois nomes, Wagner e (Walter) Pinheiro”, reclamou Almeida, sem esquecer de 2012, quando o partido acabou desistindo da candidatura de Alice Portugal para apoiar Nelson Pelegrino.
“Queremos participar da chapa majoritária em 2014. E achamos que temos legitimidade para pleitear isso, sempre buscando manter a frente. Eu acho que na política tem que ter reciprocidade. Está na hora do PCdoB, e nós queremos ter o mesmo respeito, a mesma consideração, sendo parceiro correto e fiel, leal desde o primeiro momento, das outras forças políticas. Está na hora do governo, do governador e do PT olhar para o PCdoB como parceiro e fazer crescermos juntos”, completou o dirigente estadual.