TRIBUNA
Esquema ocorreu desde 2006, na gestão de Ricardo Teixeira.

Esquema ocorreu desde 2006, na gestão de Ricardo Teixeira.

renda de 24 amistosos da seleção brasileira foi desviada para contas nos EUA durante gestão de Ricardo Teixeira na CBF. As contas eram de empresas com sede nos Estados Unidos, registradas em nome de Sandro Rosell, atual presidente do Barcelona e ex-representante da Nike no Brasil. Ele é amigo íntimo do ex-presidente da CBF. A notícia foi veiculada na edição desta quinta-feira (15/08) do jornal “O Estado de S. Paulo”.
Segundo o jornal, a prática foi comum a partir de 2006. De acordo com a reportagem, a ISE, empresa que gerencia os amistosos da seleção, fechou um acordo para negociar 24 amistosos com a empresa Uptrend Development LLC, com sede em Nova Jersey. A assinatura no contrato é de Alexandre R. Feliu, o nome oficial de Sandro Rosell Feliu.
Pela reportagem, os lucros de cada partida da seleção, cerca de US$ 1,6 milhão, eram divididos. Uma parte ia para a CBF e a outra para a conta da empresa de Rosell. Pelas contas divulgadas,  US$ 1,1 milhão seguia para a CBF como pagamento pelo cachê. O restante, cerca de US$ 450 mil, era encaminhado para contas nos EUA em uma empresa de propriedade de Rosell.
O contrato divulgado pelo jornal aponta que pelos 24 jogos o valor total previsto seria de US$ 10,9 milhões para a empresa nos EUA. Dividido por 24  chega-se ao valor de US$ 450 mil por jogo.