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É certo que divergimos ideologicamente das práticas políticas do jabismo. Não fazemos questão nenhuma de esconder isso. O que não nos impede de elogiar os acertos, caso hajam.
Mas também não somos daqueles que costumam procurar fio de cabelo em ovo, e colocam a culpa de todas as mazelas que acometem a cidade no lombo dos que hoje comandam o Paranaguá.
Mas uma coisa é certa. De certa forma, o que vem se sucedendo com o Colo-Colo não deixa de ser reflexo da lamentável ausência de políticas públicas municipais ante os esportes.
Se há um setor que segue entregue a própria sorte, com certeza é o citado.
Há de se ressaltar que investir no esporte jamais deverá se resumir a disponibilizar um jogo de camisa, troféus e bolas para um descontraído torneio de fim de semana.
Investir no esporte é encará-lo seriamente como uma importantíssima ferramenta social, irmã siamesa das práticas educacionais. O que também não impede que recursos sejam disponibilizados para ocasiões especiais, a exemplo de ajuda para atletas que por acaso representem a cidade em competições estaduais e nacionais, além de criar estrutura para que talentos sejam revelados. A exemplo da reforma da pista de skate e construção de outras novas.
É fácil julgar um jovem que se enveredou pelos tortuosos caminhos da criminalidade. Mas cadê as ações para que tal recrutamento não fosse concretizado?
E se há uma arma positiva para que isso possa ser evitado, com toda certeza do mundo, o esporte é uma delas.