não curti (2)

Ideologia política é algo em extinção na grande maioria das siglas partidárias contemporâneas. Salvo raríssimas exceções, a função de tais partidos é simplesmente almejar o poder e se esforçar ao máximo para se manter nele. Nada mais do que isso.

Onde estão os embates ideológicos, objetivando propiciar melhorias para a sociedade? Onde estão as discussões envolvendo as questões graves que afligem a população? Cadê as propostas para propiciar mudanças sociais? Inexistem na grande maioria das siglas.

E, pelo menos aqui na nossa região, uma desses partidos se destaca pela notável nulidade , resumindo-se a exercer a função de agência de empregos, beneficiando militantes e filiados do alto-escalão. Fora isso, nada tem a acrescentar.

Para quem não identificou, estamos nos referindo ao Partido Progressista (PP).

Obviamente que generalizar não é lá um grande indício de inteligência. Logo, deixaremos claro que é possível enumerar alguns nomes que se salvam. Nem tudo está perdido.

Mas vejamos, o PP é o partido dos deputados Mário Negromonte e Mário Negromonte Jr. Tais parlamentares foram trazidos à região, como opção de voto nas eleições de 2010, pelo secretário estadual do PP, o prefeito Jabes Ribeiro. Obtiveram uma boa votação na região. Como agradecimento sabe o que eles fizeram? Nada. Isso mesmo. Nem um projeto, nem uma emenda, nem nada. Apenas abocanharam os votos e tchau.

Adesistas por natureza, um dos líderes do PP em Ilhéus, orgulha-se ao comentar que o partido foi um aliado histórico do finado PFL de ACM. Bem, digamos que o conceito de orgulho desse cidadão está meio desatualizado.

No Executivo ilheense, a gestão sob a égide dos progressistas vem sendo marcada pelo não cumprimento dos acordos firmados em campanha e pelas perseguições. Com uma faca nos dentes e ódio na labuta cotidiana, um dos caciques da sigla age como um capitão do mato ao se deparar com escravos refugiados em um Quilombo.

Na câmara, através dos seus três legisladores, a impressão que se tem é que eles saíram de alguma temporada de Lost, de tão perdidos que estão. Some-se a isso o fato de cada um parece falar um idioma diferente. Além de não se entender, não conseguem perpassar com nenhuma clareza o porquê dos seus mandatos. São verdadeiros cegos em tiroteio de metralhadora.

Sem esquecermos de que foi sob a tutela do PP que o elefante branco apelidado de Terminal Pesqueiro, foi presenteado aos ilheenses. As falhas técnicas foram tantas e tão absurdas que não há a menor previsão de que um dia ele funcione de fato.

Em compensação a sigla, como citamos, é perita em ocupar cargos, abocanhando as suas cotas nos órgãos estaduais.

E aí? E o retorno social? E as contrapartidas? Sim, elas existem. Não para quem eles identificarem como desafeto, ou seja, o povo.