Os acusados enviaram e-mails com conteúdo preconceituoso para uma escola de samba que iria desfilar com um samba-enredo que exaltava os nordestinos de São Paulo.

Três homens foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo por discriminação contra nordestinos. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os acusados enviaram diversos e-mails criticando a escolha do tema para o samba-enredo da escola Acadêmicos do Tucuruvi em dezembro de 2010. De acordo com a publicação, os três enviaram as mensagens com termos que “caracterizam discriminação ou preconceito em relação aos nordestinos moradores de São Paulo”.

Caso "Mayara Petruso" é citado como exemplo e precedente jurídico

Caso “Mayara Petruso” é citado como exemplo e precedente jurídico

Em uma das mensagens contra o samba-enredo “Oxente, o que seria da gente sem esta gente? São Paulo a capital do Nordeste”, um internauta faz duras críticas: “Vocês deveriam ser proibidos de desfilar em uma avenida da minha cidade o enredo nojento e racista desses”. Ele também declara que a escola deveria desfilar no Nordeste, e não na cidade que se chama “São Paulo, captial do Estado de São Paulo”.

Os provedores de internet foram forçados pela justiça a localizar os proprietários das contas dos e-mails enviados à escola e, de acordo com o Ministério Público, um deles ainda faz parte de uma comunidade separatista nas redes sociais pela independência de São Paulo. Os três estão sendo denunciados pela Lei do Crime Racial e podem ser condenados a até três anos de prisão.

Mayara Petruso

Uma estudante de Direito foi condenada pela Justiça por discriminação ao se posicionar contra a vitória de Dilma Rousseff no segundo turno das eleições de 2010. A universitária postou em seu Twitter a seguinte mensagem: “Nordestisno (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”. Mayara recebeu uma punição de 1 ano, 5 meses e 15 dias de prisão, mas a pena foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de multa.